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Promotor do caso Oscar Pistorius deixa função na África do Sul

Alon Skuy/AP
Imagem: Alon Skuy/AP

31/01/2017 09h50

O promotor sul-africano Gerrie Nel, responsável pela acusação pública no julgamento do paratleta Oscar Pistorius, renunciou ao cargo, conforme veiculou a imprensa do país nesta terça-feira.

O advogado não divulgou as razões da tomada de decisão, mas, um dos motivos, segundo as publicações locais, seria a a ida para a organização africâner de defesa dos direitos humanos AfriForum.

Nel, que atua há 35 anos na promotoria da África do Sul, liderou a acusação a Pistorius pelo assassinato da namorada, a modelo Reeva Steenkamp. Pelo crime, o velocista, campeão paralímpico, foi condenado a seis anos de prisão.

Durante o processo, o promotor travou batalha legal para que a condenação refletisse a "gravidade" do ato e as consequências para a vítima e a família dela, além de enviar uma mensagem de exemplo para a sociedade.

Nel pediu uma pena de 15 anos de prisão para Pistorius, como aponta a lei da África do Sul para crimes de assassinato. Em julho do ano passado, a sentença foi ditada com seis anos de detenção. O promotor, em seguida, recorreu à Corte Suprema do país.

Pistorius matou a namorada em 14 de fevereiro de 2013, na própria casa, em Pretória, ao disparar quatro vezes através da porta fechada do banheiro. O paratleta garantiu confundido Reeva com um ladrão, que teria invadido o imóvel, versão que, foi aceita pela juíza do caso Thokozile Masipa, que o condenou a cinco anos.

A promotoria, liderada por Nel, conseguiu anular esta primeira sentença, junto a Corte Suprema, que considerou ter existido intenção de Pistorius matar a pessoa que estava do outro lado da porta, independente de quem fosse.

O caso voltou para o julgamento de Masipa, que, em seguida, sentenciou o velocista aos seis anos de prisão.
 

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