Esporte

Aniversariantes brilham, PSG faz 4 a 0 no Barcelona e fica perto das quartas

14/02/2017 19h56

Paris, 14 fev (EFE).- Aniversariantes do dia, o meia Di María e o atacante Cavani comandaram o Paris Saint-Germain em uma - por que não? - surpreendente goleada sobre o Barcelona por 4 a 0 no estádio Parc des Princes nesta terça-feira, deixando a equipe da capital francesa com um pé nas quartas de final da Liga dos Campeões.

A partir de agora, 14 de fevereiro ficará marcado de maneira especial no calendário do torcedor do time francês. Foi o dia em que nasceram Di María (em 1988) e Cavani (em 1987), dois jogadores que podem conseguir, dependendo do restante da campanha na 'Champions', marcar um ponto de virada na grandeza do PSG em âmbito internacional.

O meia argentino marcou dois bonitos gols, sendo um de falta, o primeiro da partida, e outro com um com chute na gaveta, o terceiro. Já o atacante uruguaio fechou a conta, enquanto Draxler foi o responsável pelo segundo.

Inimigos íntimos, já que se enfrentaram nas quartas da Liga duas vezes recentemente, em 2013 e 2015, os dois times voltarão a duelar no dia 8 de março, no Camp Nou. O PSG tem grande chance de reverter a "freguesia" depois de ter sido eliminado duas vezes pelo adversário, que está obrigado a vencer por cinco gols de diferença na volta. Se devolver o 4 a 0, provocará a realização de prorrogação. Uma virada desse tipo nunca aconteceu na história do torneio.

O jogo desta terça foi assistido 'in loco' pelo técnico da seleção brasileira, Tite. Ele não pôde ver o zagueiro Thiago Silva, machucado, mas assistiu a Neymar e Rafinha discretos no Barça. No Paris Saint-Germain, o também defensor Marquinhos foi bem quando exigido, enquanto Lucas colocou fogo no duelo quando entrou.

O PSG teve dois desfalques importantes, Thiago Silva, vetado na véspera devido a um problema muscular na perna esquerda, e o volante brasileiro naturalizado italiano Thiago Motta, que cumpriu suspensão. Kimpembe e Rabiot foram os escolhidos para começar jogando.

No ataque, setor em que o único titular absoluto é Cavani, o técnico Unai Emery optou por escalar Draxler na esquerda e Di María na direita, deixando Lucas no banco.

Já Luis Enrique não teve à disposição o zagueiro e volante Mascherano, o lateral e meia Vidal e o meia Arda Turan, todos machucados. A única dúvida estava no meio-campo, em que André Gomes levou a melhor na disputa com Rakitic e começou jogando.

O time anfitrião começou a dar as cartas ainda aos quatro minutos do primeiro tempo, quando encaixou ótimo contra-ataque. Di María levantou, e a bola tinha a cabeça de Matuidi como destino, mas Ter Stegen se esticou e fez o corte. Logo na sequência, o argentino acionou Cavani, que carimbou a marcação.

O início foi uma blitz do atual tetracampeão francês, que voltou a incomodar aos dez. Matuidi recebeu lançamento na esquerda da área e encheu o pé para outra boa intervenção do goleiro do Barça, que espalmou para o alto.

De tanto insistir, o PSG abriu o placar aos 17, em falta cometida por Umtiti em Draxler na direita. Di María cobrou, Suárez deixou um buraco na barreira, e, atrasado, Ter Stegen não conseguiu chegar para evitar o 1 a 0.

Durante toda a primeira etapa, o Barcelona teve apenas uma, chance clara, surgida aos 27 minutos. Neymar, que vinha sentindo dores no pé esquerdo, fez bela enfiada por baixo até André Gomes, que, cara a cara com Trapp, chutou em cima do goleiro, que colocou para escanteio.

Foi apenas um "lampejo", e a equipe mandante respondeu aos 34, em mais uma saída rápida para o ataque. Di María abriu na esquerda, Draxler pedalou e bateu firme para que o goleiro espalmasse mais uma.

Seis minutos depois, em um "branco" de boa parte do time do Barça, o PSG aumentou a vantagem. Messi foi desarmado perto da linha divisória, e Draxler serviu Verratti. Com espaço, o italiano conduziu pela intermediária até devolver para o alemão, que, dentro da área, finalizou cruzado e marcou o segundo.

Quem achou que o intervalo serviria para acordar o Barça ou esfriar o time francês, se enganou. A pressão continou, e logo aos dois minutos Rabiot incomodou. O volante pegou a sobra, entortou Umtiti e cruzou fechado, mas a execução foi boa, e a bola saiu. Pouco depois, Cavani aproveitou cruzamento da esquerda e cabeceou à direita do alvo.

O terceiro gol, ocorrido aos dez minutos, foi uma aula de futebol coletivo e também uma demonstração de talento individual. Trapp iniciou o lance com um toque curto, a bola passou por Kurzawa, Matuidi e chegou a Di María, que levou para o meio, ameaçou tocar para Draxler, mas cortou e chutou no ângulo, sem dar a menor chance para Ter Stegen.

Os treinadores então mexerem nas equipes, mandando brasileiros a campo. A aposta de Luis Enrique para uma reação foi Rafinha, enquanto no PSG Lucas entrou na vaga do craque da partida. Quem apareceu primeiro foi o ex-jogador do São Paulo, que teve duas grandes chances. Na primeira, aos 20 minutos, o atacante recebeu de Draxler e foi travado; na segunda, um minuto depois, poderia ter toca, mas preferiu conduzir e praticamente recuou para o goleiro.

O Barça tentava se manter no campo do adversário, mas dava espaço para o contra-ataque do PSG, que marcou o quarto aos 26. Meunier costurou pela direita e adiantou para Cavani, que, em condição legal, bateu por baixo e deixou o seu, garantindo festa de aniversário completa.

A parte final do confronto teve a equipe catalã "acampada" no ataque, mas criando pouco. Aos 33 minutos, Messi lançou na esquerda para Alba, que ajeitou para o meio. Neymar tentou de primeira, mas pegou mal e isolou.

O mais perto que o Barcelona esteve de um gol foi com uma bola na trave de Umtiti. Aos 38, depois do escanteio, Piqué tocou de cabeça e, também no cabeceio, o defensor francês acertou o poste direito.

A última oportunidade foi dos visitantes, aos 42, momento em que Neymar foi derrubado por Rabiot na meia esquerda. O próprio atacante brasileiro fez a cobrança e encobriu o travessão.



Ficha técnica:.

Paris Saint-Germain: Trapp; Meunier, Marquinhos, Kimpembe e Kurzawa; Verratti (Nkunku), Rabiot e Matuidi; Di María (Lucas), Drexler (Pastore) e Cavani. Técnico: Unai Emery.

Barcelona: Ter Stegen; Sergi Roberto, Piqué, Umtiti e Alba; Busquets, André Gomes (Rafinha) e Iniesta (Rakitic); Messi, Suárez e Neymar. Técnico: Luis Enrique.

Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia), auxiliado pelos compatriotas Tomasz Listkiewicz e Pawel Sokolnicki.

Cartões amarelos: Rabiot (PSG); André Gomes, Busquets e Rafinha (Barcelona).

Gols: Di María (2x), Draxler e Cavani (PSG).

Estádio: Parc des Princes, em Paris (França).

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