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Promotoria paraguaia acha viável extraditar ex-presidente da Conmebol aos EUA

Jorge Saenz / AP
Imagem: Jorge Saenz / AP

17/02/2017 22h58

Assunção, 17 fev (EFE).- A Promotoria do Paraguai cumpriu nesta sexta-feira os requisitos legais exigidos para a "viabilidade da extradição" aos Estados Unidos do ex-presidente da Conmebol Nicolás Leoz, de 87 anos, e envolvido no escândalo de corrupção da Fifa.

O Ministério Público, em comunicado, indicou que as acusações contra Leoz, que permanece em prisão domiciliar há quase dois anos, são de crime organizado, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

A solicitação de extradição da Justiça dos Estados Unidos, segundo os promotores, se fundamenta em um "instrumento internacional, vigente e aplicável ao caso".

Apesar disso, a Promotoria alertou ao tribunal que tomará a decisão final sobre Leoz que é importante ter ciência da "eventual situação de vulnerabilidade" do ex-presidente da Conmebol, devido ao seu delicado estado de saúde. Em maio, o dirigente foi internado em um hospital da capital paraguaia após um quadro gripal.

O advogado de Leoz, Ricardo Preda, baseou a defesa no fato de seu cliente ser acusado de "suborno privado", crime do qual deveriam as demais denúncias e considerado como ilegal na legislação americana, mas não passível de punição no Paraguai.

Segundo a legislação internacional, para que uma extradição seja possível, o crime em questão deve ter sido cometido tanto no país de procedência como no solicitante. Por isso, Preda "ter certeza que o pedido dos EUA, judicialmente falando, não procede".

No fim de maio de 2015, a Justiça americana pediu a prisão provisória com fins de extradição de Leoz, acusado de "conspiração para concordar intencionalmente, dirigir ou participar de atividades de crime organizado relacionado com fraude".

Desde então, o ex-presidente da Conmebol e ex-membro do Comitê Executivo da Fifa, está sob prisão domiciliar.

Leoz comandou a Conmebol por 26 anos até renunciar em abril de 2013. Na época, ele era investigado de ter recebido US$ 20 milhões para apoiar a candidatura do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.
 

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