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Ex-NBA, Yao Ming é nomeado presidente da Federação de Basquete da China

Pat Sullivan/AP
Ex-jogador do Houston Rockets, Yao Ming vai dirigir federação da China Imagem: Pat Sullivan/AP

Da EFE

23/02/2017 06h21

Yao Ming, o ex-jogador de basquete que alcançou a fama mundial como pivô dos Houston Rockets, foi nomeado, nesta quinta-feira, como presidente da Federação Nacional de Basquete da China, se tornando na primeira pessoa que ocupa este cargo sem fazer parte do governo.

A Associação China de Basquete (CBA, sigla em inglês) aprovou hoje, de forma unânime, a nomeação de Yao, que comandará a entidade e também será seu representante legal, uma responsabilidade que antes antigamente ser recaía sobre o secretário-geral, informaram hoje os veículos de imprensa oficiais.

Yao Ming é um dos ícones do basquete chinês e sua nomeação é vista como parte da estratégia do Executivo para desenvolver este esporte no país.

"O basquete chinês tem um longo e brilhante passado. Agora a responsabilidade recai sobre nós e eu estou firmemente comprometido", afirmou Yao, quem desde sua aposentadoria em 2011 vem defendendo uma reforma no basquete profissional em seu país.

O ex-pivô abandonou a carreira após quase uma década na NBA e desde então se dedica a uma intensa carreira política, empresarial e filantrópica.

Embora não exerça nenhum cargo oficial no governo, Yao Ming faz parte da Conferência Consultiva Política, órgão assessor governamental sem poder efetivo, mas onde mais de 2 mil membros - muitos nomeados com caráter honorário por suas bem-sucedidas carreiras - apresentam iniciativas para que sejam estudadas pelo parlamento.

Após ser nomeado, Yao anunciou hoje que venderá sua participação no clube chinês que comprou em 2009, o Shanghai Sharks, antes da próxima temporada.

A estrela do basquete protagonizou uma certa "rebelião" no ano passado contra a federação chinesa, ao fundar e presidir uma união privada de clubes de basquete (com 18 dos 20 equipes da liga).

As autoridades responderam à decisão de Yao criando uma associação oficial de equipes onde o órgão estatal tinha 30% das ações, embora os observadores viram isso como uma atribuição à pressão de Yao para criar um basquete chinês mais aberto ao mercado e negócios.
 

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