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Cheia de novidades, Fórmula 1 começa neste fim de semana com caça à Mercedes

22/03/2017 16h46

Redação Central, 22 mar (EFE).- A temporada 2017 do Campeonato Mundial de Fórmula 1 será aberta oficialmente neste fim de semana com o Grande Prêmio da Austrália, no qual várias mudanças no regulamento serão colocadas em prática e que terá 20 pilotos em disputa para suceder o agora aposentado atual campeão, o alemão Nico Rosberg.

Nas pistas do planeta, os carros estarão radicalmente diferentes: mais largos, mais agressivos, mais barulhentos e com pneus maiores em 25%. A expectativa é que sejam cerca de cinco segundos mais rápidos em relação à temporada passada, embora seja possível que haja queda no número de ultrapassagens.

Embora as mudanças - não assumidamente - visem reduzir drasticamente o domínio da Mercedes, que venceu os últimos três títulos entre pilotos e construtores e levou a melhor em 51 das últimas 59 provas, a escuderia volta a ser considerada favorita a levar a melhor entre pilotos e construtores.

Nos testes, no Circuito de Barcelona, na Espanha, o britânico Lewis Hamilton e o finlandês Valtteri Bottas se destacaram, menos pelos tempos e mais pelo período de permanência na pista, rodando, no total, 5,102 quilômetros.

Terceira colocada na temporada passada, a Ferrari pode ser a grande rival da Mercedes em 2017 - ao menos é o que apontam os próprios concorrentes, que enxergam a equipe italiana em patamar muito semelhante ao dos atuais campeões da categoria.

Na pré-temporada, o finlandês Kimi Raikkonen acabou sendo o mais rápido, batendo o recorde do autódromo catalão, com 1min18s634, estabelecido no oitavo e último dia de atividades. Logo atrás, ficou o alemão Sebastian Vettel, com 1min19s024, quase três décimos à frente de Bottas, terceiro mais rápido do período.

Entre os 20 pilotos do grid, apenas um é estreante, o canadense Lance Stroll, da Williams. Já o belga Stoffel Vandoorne é quase um novato, pois só disputou uma corrida na categoria, no ano passado, substituindo o espanhol Fernando Alonso na McLaren no GP da Austrália.

A grande curiosidade é quanto à presença de Felipe Massa no grid, já que ele chegou a anunciar, em setembro do ano passado, que deixaria a categoria. O brasileiro se despediu de maneira emocionante de Interlagos, em prova na qual não conseguiu completar, mas foi ovacionado pela torcida.

O vice-campeão de 2008, no entanto, acabou entrando na dança das cadeiras envolvendo a aposentadoria de Rosberg. A Mercedes apostou em Bottas para substituir o detentor do título, o que fez a Williams buscar o experiente piloto de volta, para correr ao lado do jovem Stroll.

O desempenho de Massa na pré-temporada, aliás, deu esperanças de uma boa temporada, já que ele foi o quinto mais rápido, ficando atrás apenas de Ferrari e Mercedes. Vale lembrar que o paulista foi apenas o 11º colocado na temporada passada, tendo dois quintos lugares como melhores resultados, na Austrália e Rússia.

Nos testes, pelo menos, a Williams andou à frente da Red Bull, do australiano Daniel Ricciardo e do holandês Max Verstappen. O time também conta com o mago Adrian Newey, o que serviu de indício para apontarem o time austro-britânico como forte candidato ao título, diante da mudança de regulamento, o que ainda é uma incógnita.

Na parte intermediária, Toro Rosso, Force India, Renault e Hass deverão brigar para estar o máximo possível na zona de pontuação das provas. Já McLaren e Sauber, dificilmente, deixarão de ocupar as últimas posições, com equipamentos que vêm apresentando problemas desde as primeiras idas para a pista.

Nesta temporada, o regulamento trará carros com maior carga aerodinâmica e com mais aderência, por isso a maior velocidade e a maior dificuldade de controle nas curvas, o que deverá exigir uma maior preparação física dos pilotos.

Com a mudança das especificações de largura dos bólidos, de tamanho dos aerofólios, o visual da Fórmula 1 também teve novidades, com uma aleta de tubarão acima dos motores, algumas, claro, um pouco menos discretas do que outras.

Ao todo, cada piloto terá disponível quatro motores para as 20 provas, mas sem o limitador sistema de 'tokens', o que permitirá maior liberdade para desenvolver os carros. Além disso, haverá aumento de 5% no limite máximo de combustível que poderá ser carregado, que sobe para 105 quilos.

Há, no entanto, novas restrições quanto as misturas de combustível que as equipes podem utilizar. Só poderão ser apresentados cinco tipos diferentes para toda a temporada, sendo duas opções por corrida.

A comunicação entre pilotos e equipe técnica durante a largada, assim como há limitação no controle de embreagem, o que torna aquele que está dentro do carro como único responsável por dar o momento exato da partida, no início dos GPs.

Em caso de chuva, não acontecerá saída atrás do 'safety car'. Em caso de más condições da pista, a organização de prova aguardará até que haja melhora da situação.

Fora das pistas, também há mudanças, com o comando da Formula One Management passando do britânico Bernie Ecclestone para o americano Chase Carey, após a venda das ações da empresa que comanda a categoria para o Liberty Group.

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