Esporte

Messi faz de pênalti, Argentina vence Chile e sobe para 3º nas Eliminatórias

23/03/2017 22h39

Buenos Aires, 23 mar (EFE).- Em duelo pelas Eliminatórias que voltou a colocar frente a frente as seleções que decidiram as duas últimas edições da Copa América, a Argentina derrotou o Chile por 1 a 0 nesta quinta-feira, no estádio Monumental de Núñez, e voltou a entrar na zona de classificação para a Copa do Mundo de 2018.

Derrotada pelos chilenos nos pênaltis em 2015 e 2016 na luta pelo título continental, a bicampeã mundial contou com um gol de pênalti de Lionel Messi para obter uma apertada, mas importante vitória.

Se o craque da Argentina resolveu, o jogador mais badalado de 'La Roja', o atacante Alexis Sánchez, esteve perto de ser decisivo, mas acertou uma cobrança de falta no travessão.

O resultado levou a equipe dirigida por Edgardo Bauza da quinta para a terceira posição nas Eliminatórias sul-americanas, com 22 pontos, atrás apenas de Brasil (30 pontos) e Uruguai (23). O Chile, por outro lado, caiu para sexto, com 20, e não disputaria sequer a repescagem caso a disputa terminasse hoje.

Na 13ª rodada da fase classificatória para o Mundial da Rússia, marcada para a próxima terça-feira, Lionel Messi e companhia "subirão o morro" para encarar a já eliminada Bolívia em La Paz. Já a atual bicampeã continental receberá a Venezuela, lanterna, em Santiago.

Bauza não pôde contar com o zagueiro Funes Mori, que foi substituído pelo lateral-esquerdo Mas, com Marcos Rojo sendo deslocado para a zaga. Já Agüero entrou na linha de frente em lugar de Dybala, machucado.

No Chile, a lista de desfalques também teve dois nomes, os meias Vidal, que cumpriu suspensão, e Díaz, contundido. Por outro lado, o zagueiro Medel e o atacante Sánchez, que eram dúvidas por suas condições físicas, puderam ir a campo.

A bicampeã mundial teve o controle das ações desde o começo, mas a primeira chance de gol foi de 'La Roja', aos sete minutos de jogo. Sánchez cruzou da esquerda na medida para Aránguiz, que cabeceou para grande defesa do goleiro Romero. Fuenzalida ainda empurrou para a rede no rebote, mas foi flagrado em impedimento.

A partir de então, a Argentina pressionou até abrir o placar. Aos 12 minutos, Messi construiu a jogada e serviu Higuaín, que, mesmo longe das condições ideais, arriscou de longe, mas isolou. Dois minutos depois, o capitão da equipe mandante acionou Di María, que tentou por cobertura, mas Bravo se esticou todo e fez o desvio.

A insistência deu resultado aos 16, quando Di María recebeu lançamento de Mascherano e foi derrubado por Fuenzalida. O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci marcou pênalti, Messi efetuou a cobrança e abriu o placar com um chute no canto esquerdo. Bravo caiu para a direita.

O Chile tentou responder aos 23 minutos, quando Sánchez ia entrando na área pela direita e sofreu falta de Rojo. No entanto, o atacante do Arsenal optou por bater por baixo e acertou a barreira.

Depois disso, o ritmo da partida foi caindo. A Argentina continuava tendo maior posse de bola, mas não transformava esse domínio em chances de gol. Aos 29, Mascherano fez o passe em elevação, e Agüero ia saindo cara a cara, mas não conseguiu o domínio.

Devido à rivalidade criada recentemente por causa das finais de Copa América, o clima em campo não era dos mais amistosos, e os lances de ataque davam lugar a alguns mais ríspidos. Depois de muito tempo, aos 43 minutos, a seleção anfitriã voltou a assustar e esteve perto de ampliar. Messi cobrou falta da esquerda, Higuaín cabeceou e, após desvio, Otamendi ficou com o gol aberto, mas concluiu por cima do travessão.

Nos primeiros movimentos da etapa final, as duas equipes mantiveram a intensidade baixa com que terminaram o primeiro tempo. Os erros também continuavam. Aos seis minutos, Sánchez fez ótima abertura para Beausejour, que falhou redondamente ao tentar mandar para a área.

Depois de muito trocar passes, a 'Albiceleste' enfim finalizou aos 15. Rojo desceu com espaço pela esquerda, recebeu de Di María e passou para Messi, que chutou por cima.

Muito lenta para uma seleção que precisava ao menos empatar, 'La Roja' enfim incomodou aos 19 e esteve muito perto da igualdade. Banega colocou a mão na bola a um passo da área, e Sánchez cobrou a falta no travessão. Na sobra, Beausejour cruzou por baixo, Castillo desviou e Romero ia aceitando, mas se recuperou.

O camisa 7 teve uma oportunidade bem parecida aos 29 minutos, quando Otamendi derrubou Castillo. Desta vez, porém, a cobrança subiu muito e não assustou.

Com o passar do tempo, a bicampeã continental passou a encurralar os donos da casa, que saíam em alguns poucos contra-ataques. Aos 34, Beausejour colocou mais uma na área e, após desvio, Castillo arrematou para fora.

Nos instantes finais, o Chile foi para ou tudo ou nada, mas mostrou pouca organização e não esteve muito perto do empate. Na tentativa derradeira, aos 46, Islal levantou, Paredes brigou pelo alto e acabou cometendo falta.



Ficha técnica:.

Argentina: Romero; Mercado (Roncaglia), Otamendi, Rojo e Mas (Musacchio); Biglia e Mascherano; Messi, Agüero (Banega) e Di María; Higuaín. Técnico: Edgardo Bauza.

Chile: Bravo; Isla, Medel, Jara e Beausejour; Silva (Valdivia), Aránguiz (Paredes), Hernández e Fuenzalida (Castillo); Vargas e Sánchez. Técnico: Juan Antonio Pizzi.

Árbitro: Sandro Meira Ricci, auxiliado por Emerson Pereira de Carvalho e Marcelo van Gasse.

Cartões amarelos: Mascherano e Higuaín (Argentina); Aránguiz, Fuenzalida e Hernández (Chile).

Gol: Messi (Argentina).

Estádio: Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

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