Esporte

Uefa limita mandatos e muda estatutos para aumentar a transparência

05/04/2017 13h21

Helsinque, 5 abr (EFE).- A Uefa aprovou nesta quarta-feira a reforma de seus estatutos durante o 41º Congresso Ordinário, realizado em Helsinque, com a introdução de várias emendas para melhorar a boa governança e a transparência da entidade.

A modificação estatutária recebeu a aprovação das 55 federações da Uefa, embora fossem suficientes dois terços dos votos, e entrará em vigor a partir do dia 1º de julho.

A reforma, impulsionada pelo presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferin, introduz uma limitação dos mandatos do presidente e dos 16 integrantes do Comitê Executivo até um máximo de três períodos de quatro anos.

Além disso, estipula que os candidatos ao Comitê Executivo da Uefa devem ocupar algum cargo de diretoria em suas respectivas federações nacionais para concorrerem ao posto, e concede à Associação Europeia de Clubes o direito de enviar dois representantes de pleno direito ao comitê.

Outra das remodelações aprovadas é a introdução de um artigo específico que garanta que todas as sedes das competições europeias sejam selecionadas de forma totalmente objetiva, mediante um processo de licitação transparente.

Também será acrescentado um novo artigo que estabeleça que a ética e a boa governabilidade são objetivos estatutários da Uefa.

Todas essas emendas foram aprovadas de forma unânime pelo Comitê Executivo em reunião realizada em Nyon, na Suíça, em fevereiro, mas por representarem uma modificação dos estatutos necessitavam também o sinal verde da maioria das federações nacionais para entrar em vigor.

"Sabemos que estas medidas estão muito longe das preocupações dos torcedores de futebol, mas estas mudanças são essenciais se quisermos reconstruir nossa imagem, restaurar nossa credibilidade e fortalecer nossa legitimidade", afirmou o presidente da Uefa.

"Estas mudanças não são retoques cosméticos, mas uma revisão de nossas bases sobre as quais podemos construir um futuro melhor. Este é um passo necessário para uma maior calma e estabilidade na Uefa", acrescentou Ceferin.

Durante o congresso anual de Helsinque também foram aprovados o relatório econômico de 2015-2016 e os orçamentos da organização para 2016-2017.

No decorrer da reunião, as 55 federações nacionais renovaram a metade do Comitê Executivo da Uefa e elegeram oito membros para exercer este cargo durante os próximos quatro anos.

Os membros escolhidos foram David Gill (Inglaterra) e Michael van Praag (Holanda), que renovam mandato, junto a Karl-Erik Nilsson (Suécia), John Delaney (Irlanda), Michele Uva (Itália) Zbigniew Boniek (Polônia), Servet Yardimci (Turquia) e Reinhard Grindel (Alemanha).

Como estava previsto, também se confirmou a nomeação do ex-jogador Dejan Savicevic (Montenegro), de Sandor Csanyi (Hungria) e Costakis Koutsokoumnis (Chipre), como representantes europeus do Conselho da Fifa para um período de quatro anos.

A falta de candidatos impossibilitou o preenchimento da última vaga europeia neste conselho, por isso a Uefa realizará um congresso extraordinário em Genebra, na Suíça, em setembro para escolher o quinto representante.

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