Esporte

Novo sofrimento e nova vitória: Palmeiras bate Peñarol com gol nos acréscimos

13/04/2017 00h07

São Paulo, 12 abr (EFE).- O Palmeiras obteve nesta quarta-feira no Allianz Parque a segunda vitória pelo grupo 5 da Taça Libertadores, por 3 a 2 sobre o Peñarol, e repetiu a receita da primeira: sofrimento e gol nos acréscimos do segundo tempo.

No dia 15 de março, o atual campeão brasileiro enfrentou o Jorge Wilstermann em casa e ia empatando até os 50 minutos do segundo tempo, quando Mina marcou e evitou o 0 a 0. Desta vez, foi Fabiano quem, também de cabeça, selou o triunfo, e com um tento ainda mais tardio, feito aos 54.

Antes disso, Ramón Arias havia aberto o placar para o representante uruguaio, enquanto Willian e Dudu haviam virada. Borja ainda perdeu um pênalti que poderia ter representado a abertura de uma vantagem de dois gols. Gastón Rodríguez então assinalou o 2 a 2, que persistiu até o 100º e último minuto.

A vitória levou o Palmeiras à liderança isolada da chave, com sete pontos, um a mais que o Wilstermann, que na terça-feira bateu o Atlético Tucumán por 1 a 0 na Bolívia. O Peñarol tem três, e a equipe argentina, um ponto.

O próximo jogo da equipe dirigida por Eduardo Baptista pela Libertadores será novamente contra os 'Carboneros', mas em Montevidéu. O reencontro acontecerá no próximo dia 26.

O Alviverde teve apenas um desfalque, o lateral-direito Jean, que se recupera de uma lesão no pé direito. Fabiano foi o substituto. Nos 'Aurinegros', o treinador Leonardo Lemos pôde escalar os meias Cristian Rodríguez, o 'Cebolla', ex-Grêmio, poupado no fim de semana, e Guzmán Pereira, que havia sofrido uma entorse no joelho.

O jogo começou truncado, e os times tinham dificuldade para entrar na área do adversário. A primeira tentativa do Palmeiras então aconteceu em tentativa de longe de Tchê Tchê, mas o goleiro Guruceaga pegou. Já o Peñarol chegou aos 14, em finalização para fora de Junior Arias.

Na tentativa de criar espaços na defesa adversária, Dudu protagonizou bonita jogada individual pela esquerda, aos 19 minutos, mas antes da definição a marcação chegou para o abafa.

Estava difícil desamarrar a partida, que tinha mais divididas duras que boas jogadas de ataque. Felipe Melo se desentendeu com Affonso e depois Nández, e aos 26, quando Tchê Tchê ficou caído, a arbitragem deixou os visitantes seguirem com o ataque e só paralisou após os donos da casa retomarem a posse de bola.

A situação já era tensa para o campeão continental de 1999 e piorou aos 31, quando Ramón Arias abriu o placar. Depois de cobrança de escanteio da direita, Fabiano não acompanhou, e o zagueiro marcou de cabeça.

O gol deixou o Alviverde atônito, e o Peñarol esteve perto do segundo, aos 38 minutos. Affonso saiu na cara de Prass, que operou um milagre. Na sobra, Junior Arias e Mina disputaram pelo alto, e o árbitro marcou falta no defensor colombiano.

Dudu, um dos poucos palmeirenses que demonstraram o bom futebol de sempre, esteve perto de empatar, aos 45, batendo falta sofrida por Borja. Entretanto, o chute saiu em tiro de meta.

O futebol e a disposição que pouco foram vistos no primeiro tempo apareceram logo no primeiro minuto da etapa final. Guerra chutou, Borja tentou na sobra e o goleiro Guruceaga defendeu. Mas logo em seguida, Fabiano levantou, Edu Dracena resvalou e Willian deixou tudo igual.

A virada aconteceu aos cinco e coroou a boa atuação de Dudu com um gol. Borja passou de cabeça para Guerra, que tocou para o meio da área, onde o camisa 7 apareceu livre para mandar para a rede com um arremate colocado.

O começo de segundo tempo ia sendo um massacre do atual campeão brasileiro, que poderia ter assinalado o terceiro aos 11, momento em que Petrik cometeu pênalti em Dudu. Porém, Borja cobrou mal e encobriu o travessão.

Completamente encurralado, o time uruguaio enfim deu o ar da graça no campo de ataque, aos 16 minutos. Cebolla cobrou falta para fora, por cima do alvo.

As chances apareciam, mas o Palmeiras não as concretizava e desperdiçava a oportunidade de "matar" a partida. Aos 22 minutos, Dudu bateu escanteio e Mina cabeceou para fora. Aos 29, Michel Bastos, que substituíra Borja, ficou de frente para o gol, mas parou em Guruceaga. No rebote, com o goleiro batido, Tchê Tchê concluiu e Hernández cortou em cima da linha.

Como quem não faz geralmente leva, a equipe anfitriã sofreu o empate um minuto depois. Quintana surgiu com espaço e cabeceou para linda defesa de Prass. Entretanto, ninguém da defesa palmeirense apareceu para rechaçar no rebote e Gastón Rodríguez determinou nova igualdade.

O desempate a favor dos donos da casa poderia ter acontecido aos 32 minutos, mas Willian errou de maneira incrível. Guerra esticou para o Bigode, que driblou o goleiro e acertou a trave. Pouco depois, aos 38, Dudu tocou para Michel Bastos, que carimbou a marcação.

Afoito em busca do terceiro, o campeão brasileiro foi vítima da catimba dos 'Carboneros' e da falta de pulso firme do equatoriano Roddy Zambrano. Os últimos minutos não iam sendo pressão com bola rolando, mas sim de confusão generalizada, o que causou a expulsão de Dudu.

O Peñarol segurou o quanto deu, mas o terceiro gol da equipe paulista aconteceu aos 54 minutos. Isso mesmo, com quase 100 minutos no tempo agregado. Michel Bastos bateu escanteio da esquerda, Fabiano ganhou pelo alto e desempatou com um cabeceio.



Ficha técnica:.

Palmeiras: Fernando Prass; Fabiano, Edu Dracena, Mina e Zé Roberto; Felipe Melo (Thiago Santos), Tchê Tchê e Guerra (Keno); Dudu, Willian e Borja (Michel Bastos). Técnico: Eduardo Baptista.

Peñarol: Guruceaga; Petrik, Quintana, Ramón Arias e Hernández; Nández, Novick (Gastón Rodríguez), Pereira e Cristian Rodríguez; Affonso (Perg) e Junior Arias (Ángel Rodríguez). Técnico: Leonardo Ramos.

Árbitro: Roddy Zambrano (Equador), auxiliado pelos compatriotas Luis Vera e Juan Macías.

Cartões amarelos: Felipe Melo e Mina (Palmeiras); Pereira, Affonso, Petrik, Cristian Rodríguez, Gastón Rodríguez e Ramón Arias (Peñarol).

Cartão vermelho: Dudu (Palmeiras).

Gols: Willian, Dudu e Fabiano (Palmeiras); Ramón Arias e Gastón Rodríguez (Peñarol).

Estádio: Allianz Parque, em São Paulo.

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