Esporte

Representantes classificam denúncias contra CR7 como "obra de ficção"

14/04/2017 16h49

Madri, 14 abr (EFE).- A Gestifute, empresa que representa o atacante português Cristiano Ronaldo, classificou como "obra de ficção jornalística" a informação divulgada nesta sexta-feira, pela revista alemã "Der Spiegel", de que o jogador pagou para uma mulher não o denunciar por estupro à justiça dos Estados Unidos, em 2009.

"A suposta vítima recusa se identificar e a corroborar a história, e todo o enredo se baseia em documentos não assinados e tão contraditórios que são identificados por códigos em emails entre advogados que não mencionam Cristiano Ronaldo, cuja a autenticidade ele desconhece, em uma suposta carta que teria sido enviada pela vítima, mas que ele nunca recebeu", afirma comunicado.

De acordo com a Gestifute, todas as informaçõse veiculadas pela "Der Spiegel" são falsas, e o craque do Real Madrid "agirá contra este órgão de comunicado por todos os meios que tiver alcance", alegando acusações falsas.

Segundo a publicação, que se baseia em documentos de um suposto acordo extrajudicial repassados ao jornal pela plataforma Football Leaks, a oferta teria o objetivo de calar uma mulher sobre o ocorrido na madrugada do dia 13 de junho de 2009, no quarto do hotel de luxo de Las Vegas onde o jogador se hospedava.

O acordo firmado com a suposta vítima teria sido assinado em janeiro de 2010 pelo advogado português de Cristiano Ronaldo, Carlos Osório de Castro, sob a mediação da Justiça do estado de Nevada. No documento, as referências ao jogador eram feitas com a abreviatura "Mr. D.", enquanto a mulher era identificada como "Ms. C.".

As informações antecipadas nesta sexta-feira por 'Der Spiegel', contidas na edição que será vendida no sábado, se referem a uma mulher de Las Vegas que tinha 20 anos à época.

A revista alemã afirma saber a identidade real da mulher e diz ter uma carta de seis páginas, escrita a Cristiano Ronaldo, na qual a vítima descrevia o ocorrido naquela madrugada, assim como lesões que teria sofrido.

Em dezembro de 2009, a revista "Der Spiegel" coordenou uma investigação da rede de investigação jornalística European Investigative Collaborations (EIC) com documentos da plataforma Football Leaks, segundo a qual jogadores famosos, entre eles Cristiano Ronaldo, teriam utilizado diferentes empresas para transferir quantias milionárias e sonegar impostos.

No dia seguinte da publicação dessa informação, Gestifute, a empresa que agencia Cristiano Ronaldo, divulgou um certificado emitido pela Agência Tributária espanhola que informa que o jogador do Real Madrid cumpriu as devidas obrigações tributárias.

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