Esporte

Netanyahu pede que Infantino não vote sanção a times de colônias israelenses

08/05/2017 15h32

Jerusalém, 8 mai (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu nesta segunda-feira ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que retire a moção que propõe suspender times de colônias israelenses e que será votada no congresso da entidade na quinta-feira, informou o jornal "Haaretz".

Contatado pela Agência Efe, um porta-voz do escritório de Netanyahu não desmentiu a informação, mas não acrescentou mais detalhes sobre o conteúdo da conversa entre ambos.

De acordo com a publicação israelense, Netanyahu ligou para Infantino e pediu que tirasse da votação o relatório que propõe um prazo de seis meses à Associação de Futebol de Israel para que sancione cinco times de colônias de territórios palestinos.

"Se a decisão contra as equipes dos assentamentos acontecer, fará do esporte uma fonte de divisão, em vez de uma fonte de resolução de conflitos, poderia arruinar a Fifa", disse Netanyahu a Infantino, segundo a mesma fonte.

As competições israelenses contradizem atualmente o artigo 72 dos estatutos da Fifa, que estabelece que "as associações e seus clubes não poderão jogar em território de outra associação-membro sem sua aprovação", acrescenta.

O porta-voz palestino da ONG Avaaz, Fadi Quran, entregou 150 mil assinaturas à Fifa solicitando que "aplique suas regras" e a legalidade internacional sobre territórios ocupados.

"Israel está exercendo uma pressão diplomática sobre os membros da federação. É uma ingerência política", declarou Quran à Agência Efe.

O Conselho da Fifa se reunirá na terça-feira para estabelecer a agenda final da quinta-feira, para quando está previsto o debate sobre o relatório elaborado por Tokyo Sexwale, chefe do Comitê de Observação estabelecido pela Fifa para analisar as reclamações palestinas contra Israel.

Sexwale oferece três soluções em sua moção: manter o "status quo" que "levaria a ações legais contra a Fifa"; suspender os times colonos do Campeonato Israelense; ou continuar negociando, o que nunca convenceria a parte palestina de que não "comprometerá a ilegalidade dos assentamentos", contém o relatório.

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