Esporte

Sobreviventes do voo da Chapecoense visitam colina onde "renasceram"

Joaquin Sarmiento/AFP
Alan Ruschel e Neto Imagem: Joaquin Sarmiento/AFP

10/05/2017 03h54

Os sobreviventes brasileiros do acidente aéreo da Chapecoense visitaram, na terça-feira, o local da tragédia que deixou 71 mortos, concluindo um capítulo doloroso na ida até a colina do município de La Unión, no noroeste da Colômbia, onde "renasceram".

Os jogadores Alan Ruschel, Helio Neto, Jackson Follmann e o jornalista Rafael Henzel percorreram, ao lado de seus familiares, a agora batizada "Colina Chapecoense", em uma espécie de ritual onde puderam ver como foi complicado o trabalho de resgate após a queda do avião, na noite chuvosa do dia 29 de novembro do ano passado.

"O que aconteceu foi um milagre. Eu precisava voltar para ver tudo o que aconteceu", disse Follmann.

Joaquin Sarmiento/AFP
Imagem: Joaquin Sarmiento/AFP
Os quatro sobreviventes tiveram um momento de intimidade na área em que a cauda do avião caiu, realizando uma oração e reconheceram o terreno, na cidade localizada a quase 40 quilômetros de Medellín, onde receberam uma segunda oportunidade.

"Não sei como as equipes de resgate fizeram para chegar até aqui. Estou impressionado. Mas hoje este ciclo que se encerra para mim", disse Henzel.

Em sua memória ficou desenhado cada milímetro dessa montanha onde perderam colegas, amigos e irmãos. Além disso, os telefones celulares serviram para registrar a paisagem verde, cruzes de madeira e pequenos altares que foram formados nos locais em homenagem às pessoas que morreram no acidente aéreo.

Antes desse momento espiritual e nostálgico, onde participaram as familiares de vítimas, nos hospitais onde foram atendidos após o resgate, reencontraram os médicos que salvaram os jogadores e o jornalista.

"É um momento especial. Com um abraço, falamos tudo", disse Ruschel, em sua passagem pelo Hospital San Vicente Fundación, agradecendo especialmente ao diretor-médico, Ferney Rodríguez.

Esse episódio de emoção foi contrastado com a recepção eufórica da população, que entre aplausos, cântico, presentes e fotografias.

"Agradeço a todos que rezaram por nós. De coração, estamos felizes por estar aqui", disse Follmann.

Rafael Henzel, por sua vez, disse estar "impressionado" pois a grande quantidade de colombianos que participaram de uma homenagem, que nem a chuva e o atraso de quatro horas não pôde ofuscar.

"Sou colombiano, nasci em La Unión", afirmou o jornalista, que está pronto para narrar na noite desta quarta-feira a partida de volta da Recopa Sul-Americana, entre Atlético Nacional e Chapecoense.

A entrega de objetos pessoais recuperados da aeronave, que transportava há quase seis meses a equipe catarinense que sonhava em vencer a Copa Sul-americana, foi realizada em um local privado.

Chuteiras, relógios, uniformes, documentos e carteiras fazem parte das memórias que os moradores ajudaram a juntar para devolver aos familiares dos falecidos.

"Tenham fé em Deus, acreditem em Jesus cristo. A vida é muito mais que o que vemos", foi a mensagem que Neto deixou antes de seguir para Medellín.
 

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo