Esporte

Promotor pede prisão sem fiança para Rosell por lavagem de dinheiro

Albert Gea/Reuters
Imagem: Albert Gea/Reuters

25/05/2017 10h30

O promotor da Audiência Nacional da Espanha, Vicente González Mota, pediu nesta quinta-feira a prisão, sem fiança, do ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell, detido há dois dias sob a acusação de ter lavado de 15 milhões de euros (R$ 54,6 milhões) procedentes de comissões ilegais obtidas com a venda de direitos de imagem da seleção brasileira.

Fontes ligadas ao processo informaram à Agência Efe que o promotor fez o pedido depois de depoimento que o dirigente prestou durante uma hora e meia, na quarta-feira, para a juíza da Audiência Nacional Carmen Lamela.

Também foi solicitada a prisão do advogado e político Joan Besolí, apontado como responsável por abrir empresas em Andorra, as quais foram utilizadas para lavar o dinheiro.

Também presos na última terça-feira, Besolí e Andreu Ramos, apontado como testa de ferro, que teve o nome utilizado para a abertura das contas e empresas do ex-presidente do Barça, estão prestando depoimento na manhã de quinta-feira.

Quem também ficará frente a frente nesta quinta-feira com a juíza Carmen Lamela é Marta Pineda, mulher de Rosell, que foi libertada após acompanhar a operação de busca e apreensão na luxuosa residência do casal, na cidade de Corçà.

Outro detido há dois dias foi o libanês Shahe Ohannessian, apontado como ex-sócio do antigo dirigente da Nike no Brasil e ex-presidente do clube catalão.

Rosell é acusado de ter lucrado ilegalmente com desvio de direitos de imagem da seleção brasileira na época em que era executivo da Nike. O dirigente teria lavado 15 milhões de euros procedentes de comissões ilegais e depois ocultado o dinheiro em Andorra.

A operação de terça-feira, coordenada pela Guarda Civil e a Polícia Nacional da Espanha, deriva de uma queixa-crime que a Promotoria apresentou à Audiência Nacional contra Rosell, que é apontado pelos investigadores como à frente de uma rede de lavagem de dinheiro e teriam recebido indevidamente a quantia citada por "serviços de marketing e promoção" de jogos da seleção brasileira de 2006 a 2012, período que tinha Ricardo Teixeira no comando da CBF.

Segundo o jornal "El Confidencial", Sandro Rosell recebeu até 41% da venda dos direitos de transmissão de 24 amistosos da seleção brasileira entre 2006 e 2012. A comissão que Rosell teria recebido ocorreu na fase em que ele acumulou as funções de empresário de marketing e de presidente do Barcelona.

Ele foi diretor da multinacional Nike no Brasil e negociou o contrato com a CBF para que a empresa americana se tornasse a fornecedora de material esportivo da seleção.

Operação Jules Rimet

De acordo com informação divulgada pelo "Estado de São Paulo", as investigações da "Operação Jules Rimet" na Espanha e do FBI apontaram que parte da renda dos direitos de transmissão dos jogos da Seleção Brasileira era desviada para contas secretas.
 
A renda fora desviada inicialmente para empresas no Qatar e, em seguida, terminaria em Andorra. A operação, que prendeu cinco pessoas, traz a suspeita do FBI sobre um desvio de US$ 20 milhões (em torno de R$ 67 milhões) para a conta de Ricardo Teixeira.
 
Além disto, US$ 140 milhões (R$ 460 milhões) teriam sido utilizados em pagamento de propinas. Uma parte iria para Ricardo Teixeira, e outra para J.Hawilla. A investigação ainda indica que há contratos de fachada entre Rosell e a CBF, no qual parte da renda de amistosos jamais chegou ao Brasil. A prática teria iniciado em 2006.
 
O ex-dirigente do Barcelona e Ricardo Teixeira mantiveram uma amizade, em especial na época em que Rosell representava a Nike no Brasil. Sandro Rosell passou a ser investigado em torno do suspeito valor do amistoso entre a Seleção Brasileira e Portugal. A defesa do ex-mandatário da CBF nega envolvimento e desconhece o assunto.

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