Esporte

"Ajudei a crescer, não a chutar a bola", diz endocrinologista de Messi

29/06/2017 21h31

Sebastián Meresman.

Rosario (Argentina), 29 jun (EFE).- Diego Schwarztein, o primeiro endocrinologista que com o qual Lionel Messi fez tratamento para "déficit parcial do hormônio do crescimento", disse nesta quinta-feira em entrevista à Agência Efe que ele ajudou o jogador a crescer, mas negou ter qualquer influência em sua carreira.

"Não tive nenhuma influência. Sou um médico que, na infância dele, o ajudou a superar um problema de saúde que afetou seu crescimento, isso é tudo. A carreira de Leo é baseada em seu formidável talento, na sua capacidade e na sua qualidade futebolística", argumentou.

"Eu o ajudei a crescer, nada mais, não a chutar a bola", frisou.

Schwarztein disse que ele não trabalhou diretamente para o Newell's Old Boys, que revelou Messi, mas que o departamento médico do clube o procurava quando "detectava uma patologia endócrina" ou "algum tipo de alteração".

"Naqueles anos, estamos falando de 1997, eu trabalhava perto do Newell's. Me enviavam os pacientes, dentro destes pacientes via muitos meninos das divisões de base com alguma possível dificuldade endócrina. Um deles foi Lionel Messi", explicou.

O medico afirmou as consultas eram "comuns" e que nelas conversava "muito de futebol" com o agora astro do Barcelona.

"Na Argentina, ou nos seus primeiros períodos no Barcelona, eu o acompanhava porque esta é uma situação que requer um acompanhamento. Nos víamos a cada dois ou três meses. Ele me contava como estava no clube, conversávamos de futebol", lembrou.

Schwarztein formou-se justamente em Barcelona e, quando surgiu a possibilidade de Messi jogar na equipe catalã, falou com ele sobre a cidade.

"Inclusive o coloquei em contato com alguns colegas meus que tinham sido meus professores para que seguissem com os seus controles. Não é que um dia me dei conta de que Messi era "o Messi", eu acompanhei sua carreira e vi com muita alegria como foi se transformando no melhor jogador do mundo", disse, com orgulho.

O endocrinologista contou que "à medida em que Leo se transformava no jogador que é hoje", tentava "refrescar a memória" e "reviver as lembranças" daquelas primeiras consultas.

Com o passar dos anos, Schwarztein perdeu o contato com o jogador, mas não com sua família.

"Falo sobretudo com Jorge, o pai, que é quem fica mais tempo aqui em Rosario. Habitualmente com estes pacientes se estabelece uma relação muito próxima, tanto com eles como com suas famílias, e pontualmente com Jorge ficou uma relação, que não é de amizade, mas é muito próxima", explicou.

Messi se casará nesta sexta-feira em sua cidade natal de Rosario com Antonela Roccuzzo, com quem tem dois filhos, Thiago (4 anos) e Mateo (1).

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