Esporte

Palmeiras sofre gol nos acréscimos do 2º tempo e perde em Guayaquil

05/07/2017 23h56

Guayaquil (Equador), 5 jul (EFE).- Sem fazer valer a sua superioridade técnica, o Palmeiras se deixou pressionar pelo Barcelona de Guayaquil e foi derrotado por 1 a 0 nesta quarta-feira no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em jogo de ida pelas oitavas de final da Taça Libertadores.

O único gol da partida disputada no Equador foi marcado por Álvez, aos 46 minutos do segundo tempo, punindo a equipe visitante por ter atacado menos que poderia com os jogadores com os quais conta.

Para se classificar para as quartas de final, a equipe do técnico Cuca precisará vencer o segundo confronto, em 9 de agosto, no Allianz Parque, por dois gols de diferença. Caso devolva o placar de 1 a 0, terá de arrancar a vaga nos pênaltis. Quem passar de fase terá pela frente Santos ou Atlético-PR.

Cuca não pôde contar com o volante Felipe Melo, suspenso, e ainda perdeu de última hora o meia Guerra, que voltou às pressas para o Brasil porque o filho se afogou na piscina de casa. Por outro lado, os zagueiros Luan (ex-Vasco) e Juninho (ex-Coritiba) e o volante Bruno Henrique (ex-Palermo-ITA), inscritos para o mata-mata da Libertadores, foram titulares.

No Barcelona, o técnico Guillermo Almada teve duas baixas, o volante brasileiro naturalizado equatoriano Gabriel Marques, que está lesionado, e o meia-atacante Marcos Caicedo, que teve o contrato encerrado.

O primeiro tempo não foi dos melhores. Os dois times apostavam em lançamentos e cruzamentos infrutíferos, facilitando o trabalho dos sistemas defensivos, e cometiam muitas faltas, com mais de 20 antes do intervalo. Quando foi trocando passes por baixo, aos 20 minutos, o Palmeiras levou perigo. Dudu esticou para Willian, que bateu cruzado da direita da área e tirou tinta da trave.

Os 'Canarios' batiam bastante, mas nem as quase sempre perigosas jogadas ensaiadas de Cuca surtiam efeito. Aos 27, Zé Roberto tentou o chuveirinho e o goleiro Banguera subiu para agarrar.

Se entrar na área adversária estava difícil, Dudu chamou a responsabilidade aos 38 minutos e tentou de muito longe, mas mais uma vez Banguera defendeu sem maiores problemas.

O segundo tempo teve início com um susto para os palmeirenses. Logo aos dois minutos, em mais uma bola alçada na área, Arreaga subiu mais que todos os marcadores, cabeceou e obrigou Fernando Prass fazer grande intervenção.

O campeão brasileiro ensaiava os contra-ataques, mas, em um primeiro momento, falhava na hora de definir. Aos dez minutos, Bruno Henrique esticou para Willian, que demorou para finalizar e foi desarmado. Aos 19, Róger Guedes, que substituíra Zé Roberto instantes antes, driblou pela ponta direita e foi derrubado, mas a falta não foi aproveitada.

Quem permanecia mais tempo no campo de ataque eram os anfitriões, mas quem parecia mais perto do gol era o Palmeiras. Michel Bastos, que entrou para a saída de Dudu, tocou para Willian, que soltou a bomba. Banguera salvou o Barcelona, aos 27 minutos.

Quanto mais a partida se aproximava do fim, maiores eram os riscos corridos pelo Alviverde, que abdicou inclusive dos contragolpes. Aos 42, Álvez levantou buscando Esterilla, que, contudo, passou da bola e não aproveitou.

O castigo ao campeão continental de 1999 por não ter sido mais incisivo foi dado pelos 'Canarios' nos acréscimos, aos 46. Álvez recebeu perto do bico esquerdo da grande área, chutou rasteiro e contou com desvio no meio do caminho para colocar no cantinho esquerdo de Prass.



Ficha técnica:.

Barcelona-EQU: Banguera; Velasco, Aimar, Arreaga e Pineida (Valencia); Minda, Oyola e Díaz; Esterilla, Alvez e José Ayoví (Vera). Técnico: Guillermo Almada.

Palmeiras: Fernando Prass; Tchê Tchê, Mina, Luan e Juninho; Thiago Santos, Bruno Henrique e Zé Roberto (Róger Guedes); Dudu (Michel Bastos), Willian e Borja (Keno). Técnico: Cuca.

Árbitro: Patricio Losteau (Argentina), auxiliado pelos compatriotas Diego Bonfa e Gustavo Rossi.

Cartões amarelos: Pineida, Valencia, Lanza e Díaz (Barcelona); Zé Roberto, Juninho e Tchê Tchê (Palmeiras).

Gol: Álvez (Barcelona).

Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil (Equador). EFE

dr/rd

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