Esporte

Fiel a seu estilo, Botafogo vence no Uruguai e se aproxima das quartas

06/07/2017 23h44

Montevidéu, 6 jul (EFE).- Sólido na defesa e atento para aproveitar oportunidades que surgem no ataque, o Botafogo se aproximou das quartas de final da Taça Libertadores nesta quinta-feira ao vencer o Nacional-URU por 1 a 0 em pleno estádio Gran Parque Central, em Montevidéu.

Carrasco de campeões continentais, o Alvinegro já deixou pelo caminho Colo-Colo, Olimpia, Estudiantes e Atlético Nacional, que defendia o título, jogando quase sempre do mesmo jeito: recuado, com três volantes e incisivo nas saídas rápidas para o ataque. João Paulo, no primeiro tempo, foi o responsável por balançar a rede.

Para se colocar entre os oito melhores do torneio continental pela segunda vez na história, o Glorioso jogará pelo empate no jogo de volta, no dia 10 de agosto, no Estádio Olímpico Nilton Santos. Se perder por 1 a 0, decidirá a vaga nos pênaltis.

A melhor campanha do Botafogo na Libertadores aconteceu no distante ano de 1963, quando a competição tinha apenas nove times e o esquadrão com Garrincha, Nilton Santos e Jairzinho, pai do técnico Jair Ventura, foi eliminado pelo Santos nas semifinais.

O Alvinegro continua sem contar com os laterais-direitos Luis Ricardo e Jonas, que estão machucados e sequer foram inscritos nas oitavas de final, e ainda perdeu o meia Montillo, que se aposentou aos 31 anos devido à sequência de lesões. Entre os que estão relacionados no torneio, a única baixa foi o volante Airton, que sofreu uma fratura na fíbula.

Nos 'Bolsos', as principais baixas foram o meia Arismendi, grande articulador do time, e o atacante Aguirre, ambos entregues ao departamento médico.

O começo de jogo foi nervoso. O Nacional permanecia no campo de ataque, mas não chegava a assustar. O primeiro bom lance aconteceu aos 11 minutos da etapa inicial, quando Polenta levantou da esquerda e Silveira cabeceou rente à trave.

Três minutos depois, o gol dos donos da casa não aconteceu por uma mistura de sorte e competência da defesa alvinegra. Depois de mais um cruzamento da esquerda, agora de Silveira, Romero não conseguiu completar. A bola ficou viva perto da linha, Fernández chutou do jeito que deu e Gatito Fernández defendeu com o pé.

A equipe carioca levou perigo pela primeira vez aos 19, com Bruno Silva como elemento surpresa. Pimpão levantou da esquerda buscando o volante, que não alcançou por centímetros.

Os jogadores e a torcida tricolores ficaram na bronca aos 28, em jogada polêmica. Em mais um chuveirinho do time anfitrião, Victor Luis bloqueou a tentativa com os braços para o alto, mas a arbitragem considerou que não houve pênalti.

Em mais um lance duvidoso, pelo posicionamento do autor do gol, o Botafogo abriu o placar, aos 37 minutos. Pimpão desceu pela esquerda, freou o inverteu para Bruno Silva, que, de primeira, carimbou a zaga. No rebote, João Paulo deu uma cavadinha, encobriu Conde e fez 1 a 0.

O tricampeão continental poderia ter empatado ainda antes do intervalo, aos 43, mas perdeu uma chance incrível. Emerson Silva deu de canela para trás, Fernández ganhou de Arnaldo no corpo e tocou para Silveira, que, sozinho, arrematou por cima.

O Nacional voltou para o segundo tempo tentando sufocar, mas abusava do chuveirinho e cometia muitos erros. Aos 11 minutos, Romero sofreu falta perto da área. Viudez cobrou mal e jogou longe.

À espera de uma oportunidade para contra-atacar, o Glorioso deu o ar da graça no setor ofensivo aos 17 minutos, quando Bruno Silva pegou sobra e bateu em cima de Conde. Na sequência, aos 25, Roger foi acionado na direita e concluiu de fora da área, mas o arqueiro uruguaio caiu para segurar.

Os inúmeros lançamentos e levantamentos do Tricolor não funcionavam. Cada vez mais recuado, o Botafogo voltou a contra-atacar aos 36, em avançou de Matheus Fernandes. Ele deu para Bruno Silva, que abriu com Pimpão. O artilheiro alvinegro no torneio, com quatro gols, cruzou rasteiro e a defesa afastou.

O último susto na defesa - e na torcida - da equipe foi dado aos 47 minutos. Espino alçou na área e Coelho dominou nas costas de Victor Luis, mas preferiu colocar para o meio em vez de bater para o gol, e Carli afastou.



Ficha técnica:.

Nacional-URU: Conde; Fucile (Ramírez), García, Polenta e Espino; Romero, González, Carballo e Viudez (Ligüera); Fernández e Silveira (Coelho). Técnico: Martín Lasarte.

Botafogo: Gatito Fernández; Arnaldo, Carli, Emerson Silva e Victor Luis; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Matheus Fernandes e João Paulo (Camilo); Rodrigo Pimpão (Guilherme) e Roger (Marcos Vinícius). Técnico: Jair Ventura.

Árbitro: Julio Bascuñán (Chile), auxiliado pelos compatriotas Christian Schiemann e Carlos Astroza.

Cartões amarelos: Polenta, Fucile e Romero (Nacional); João Paulo e Bruno Silva (Botafogo).

Gol: João Paulo (Botafogo).

Estádio: Gran Parque Central, em Montevidéu (Uruguai).

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