Esporte

Chuck Blazer, responsável por denunciar corrupção na Fifa, morre aos 72 anos

13/07/2017 03h20

Redação Central, 13 jul (EFE).- Charles Gordon Blazer, ou Chuck Blazer, que durante 22 anos, de 1991 a 2013, foi a imagem do futebol dos Estados Unidos e da Concacaf e que nos últimos três anos ajudou o FBI a descobrir a trama de corrupção na Fifa, faleceu na quarta-feira, aos 72 anos, segundo divulgou o jornal "The New York Times".

"Chuck tinha a esperança de ajudar a trazer transparência, credibilidade e o jogo limpo para a Concacaf, Fifa e ao futebol como um todo", escreveram seus advogados Eric Corngold e Mary Mulligan, em um comunicado publicado pelo site do "NYT".

Aparentemente um câncer foi o responsável pela morte do ex-secretário-geral da Concacaf, apontado como o "informante" que ajudou a descobrir o escândalo conhecido como o Fifagate, que culminou com a saída do suíço Joseph Blatter da presidência da Fifa.

O ex-membro do Comitê Executivo da Fifa foi acusado em novembro de 2013 de aceitar US$ 20 milhões da Concacaf para um centro de desenvolvimento que pertencia a membros da sua família.

Ele aceitou em colaborar com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos após se declarar culpado de dez acusações, incluindo crime organizado, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, evasão fiscal e por não apresentar um balanço das suas contas em bancos estrangeiros.

Então foi transformado pelo FBI em seu informante durante a investigação contra os mais altos executivos da Fifa e as provas mais reveladoras, segundo foi divulgado recentemente, as contribuiu com gravações de comprometedores diálogos que obtidos com um microfones oculto.

Com estes argumentos, o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações contra um grupo de altos executivos da Fifa por suborno, corrupção e lavagem de dinheiro.

Qual trama cinematográfica, a investigação do FBI chegou até a Suíça e teve a sua estreia no dia 27 de maio de 2015, em Zurique, sede da Fifa, com a detenção de 14 pessoas, sete dirigentes da organização que realizava então o seu congresso anual com eleições presidenciais.

Como suspeitos de corrupção, fraude, lavagem de dinheiro, extorsão e subornos foram detidos o vice-presidente Jeffrey Webb (Ilhas Cayman), o presidente da Confederação Sul-americana (Conmebol), o uruguaio Eugenio Figueredo, os presidentes das federações da Venezuela, Costa Rica, Nicarágua e Brasil, Rafael Esquivel, Eduardo Li, Julio Rocha e José Maria Marin, respectivamente, assim como o britânico Costas Takkas, colaborador do presidente da Concacaf.

Dias depois, a Interpol emitiu mandados de busca e apreensão contra sobre Jack Warner, de Trinidad e Tobago, vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, e o paraguaio Nicolás Leoz, que presidiu a Conmebol por 26 anos.

Ele foi forçado a renunciar pelo caso ISL, empresa que comercializou durante anos os direitos audiovisuais da Fifa e que desviou fundos dos que se beneficiaram também o ex-presidente da Fifa, João Havelange, e Ricardo Teixeira, que ficou à frente da CBF de 1989 até o ano de 2012.

Jornais americanos afirmaram que durante as investigações, Blazer ajudou a convencer outras duas importantes testemunhas do caso: Darryl Warner e Daryan Warner, os filhos do seu ex-sócio Jack Warner.

Nascido no dia 26 de abril de 1945, em Nova York, Chuck Blazer foi decisivo para que os EUA sediassem o Mundial de 1994.

Além disso, ele é apontado como responsável pelo aumento da paixão pelo futebol nos Estados Unidos e fortalecido as finanças da Concacaf.

Sua paixão pela modalidade nasceu ao virar treinador da equipe de New Rochelle, escola do seu filho em Nova York. Oito anos depois foi eleito vice-presidente executivo da Federação de Futebol dos Estados Unidos.

Blazer também foi o responsável pelo primeiro contrato de televisão para a Major League Soccer (MLS), em 1995. Quatro anos antes criou a Copa Ouro, que atualmente, em território americano, comemora sua 14ª edição com a participação de 12 seleções.

As investigações apontam que ele teve em seu poder um cartão de crédito da Concacaf com quota de até US$ 29 milhões para despesas e que, entre os seus diversos gostos extravagantes, pagava um aluguel de US$ 6 mil mensais para hospedar seus gatos.

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