Esporte

Maradona lembra "mão de Deus" e se diz a favor do árbitro de vídeo

25/07/2017 14h48

Redação Central, 25 jul (EFE).- O argentino Diego Armando Maradona concedeu entrevista nesta terça-feira em que se mostrou partidário da utilização da videoarbitragem (VAR) no futebol, mesmo reconhecendo que se a tecnologia já tivesse sido implementada em 1986 seu famoso gol de mão contra a Inglaterra, pela Copa do Mundo, teria sido anulado.

"O futebol não se pode ficar atrás. Se a tecnologia avança como avança, se todos os esportes a utilizam, como não vamos levá-la em conta para o futebol?", comentou Maradona ao site da Fifa.

O astro argentino admitiu que quando pensa no árbitro de vídeo se lembra de um de seus gols na vitória sobre os ingleses por 2 a 1, no estádio Azteca, pelas quartas de final da Copa e ainda revelou que infringiu a regra em um outro lance de Mundial, quatro anos depois.

"Obviamente eu penso quando manifesto meu apoio ao uso da tecnologia. Pensei sobre isso e, certamente, aquele gol teria sido anulado. E eu vou te contar algo mais: na Copa de 1990, eu usei a mão para tirar a bola da nossa linha contra a União Soviética. Tivemos sorte porque o árbitro não viu. Não era possível usar a tecnologia no passado, mas agora a história é diferente", comentou.

Além dos erros que o beneficiaram, Maradona lembrou outros marcantes na história das Copas e que também teriam sido corrigidos pela tecnologia.

"Não é apenas o meu gol em 1986 que não teria contado. Não vamos nos esquecer que a Inglaterra venceu a Copa de 1966 com um chute no qual a bola não crutou a linha. Depois isso aconteceu contra os próprios ingleses em 2010, quando o chute de (Frank) Lampard cruzou totalmente a linha contra a Alemanha e o gol não foi marcado. A Inglaterra teve a bola e marcou o gol que merecia, mas a Alemanha ganhou confiança depois daquilo, e a partida mudou completamente", recordou.

Algumas pessoas reclamam que o VAR atrapalha o ritmo da partida, tornando-a mais truncada, mas Maradona discorda. "No passado, diziam que perderíamos muito tempo, que as pessoas reclamariam. Mas não, as pessoas não querem saber disso quando é marcado algo errado. Quando não dão um gol que foi, por exemplo. A tecnologia traz transparência e qualidade, dá uma resposta positiva à equipe que decide atacar e assumir riscos", encerrou.

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