Esporte

Norma para licença de clubes valerá em 2018, mas nem todos estão preparados

Da EFE, em São Paulo

04/08/2017 16h54

Redação Central, 4 ago (EFE).- Em 2006, a Fifa aprovou o Regulamento de Licenças de Clubes e definiu que a implementação seria obrigatória para todas as associações filiadas para o fim deste ano, e para 2018 as equipes que não cumprirem ficarão fora dos torneios oficiais de caráter internacional.

No caso da América do Sul, a Conmebol, suas dez associações e confederações e as equipes de primeira divisão de cada um dos países - no Brasil, a Série B também está incluída - acertam os últimos detalhes para estabelecer e executar as normas que lhes permitam obter as licenças exigidas. Só assim, poderão disputar a Taça Libertadores, a Copa Sul-Americana e a Recopa.

Em setembro do ano passado, a confederação continental aprovou o Regulamento de Licenças de Clubes, que exige a adequação a certos requisitos, em base a padrões em questões esportivas, como atenção à base e criação de uma equipe feminina, econômicas, legais, administrativas e de infraestrutura. Mas quanto disso está sendo cumprido a cinco meses do fim do ano?

Como o argumento inicial da federação internacional era melhorar e profissionalizar a indústria do futebol através de padrões mínimos em aspectos fundamentais, foi criado, com a colaboração das seis confederações continentais, o marco mundial para a concessão de licenças de clubes.

Para alguns é um dilema, porque o assunto não teve divulgação suficiente e não há informações claras sobre o que as associações e seus clubes fizeram até agora para cumprir e, em alguns casos, definir os requisitos pedidos pela Fifa.

A CBF apresentou em janeiro a todos os clubes das duas primeiras divisões as exigências para obter as respectivas licenças. Porém, ao constatar que muitos clubes não conseguiriam cumprir todas as exigências, pelo menos as financeiras, flexibilizou recentemente.

"O problema é que temos que nos adaptar ao regulamento da Conmebol, que foi anunciado no segundo semestre de 2016, e por isso vamos fazer regras mais rígidas, mas gradualmente", justificou o diretor do departamento de registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, que admitiu que os clubes brasileiros vêm enfrentando dificuldades.

"Muitos clubes não conseguiriam se adaptar às regras da Conmebol em um ano e ficariam sem licença. Nosso objetivo não é impedi-los de disputar o Campeonato Brasileiro, mas sim orientá-los sobre o que lhes falta", esclareceu.

A experiência do Brasil indica que, ainda que a Fifa tenha dado as diretrizes e as federações sejam as responsáveis por entregarem as licenças, ao final, os clubes podem negociar tempos e prazos para evitarem os riscos de ficar fora de uma competição internacional.

Na Argentina, os novos requerimentos para obter as licenças não representam mudanças estruturais para os filiados à confederação nacional (AFA), mas podem trazer complicações se não se resolvem alguns problemas econômicos e de segurança.

Por essa razão, para os atuais vice-campeões mundiais, uma proposta bem recebida foi a criação da Superliga, que procura profissionalizar a primeira divisão, o mesmo objetivo perseguido pela Conmebol e pela Fifa.

Na Colômbia, a Divisão Maior do Futebol Profissional (Dimayor), responsável pela organização do campeonato nacional, criou o posto de coordenador de licenças, ocupado por Saúl Zambrano. Ele considera que os clubes foram muito receptivos e proativos, tomando boas iniciativas para compensar o prazo curto.

Zambrano admitiu que o maior problema no país é a parte de infraestrutura porque os estádios, exceto o do Deportivo Cali, não são dos clubes e há vários que não cumprem os requisitos exigidos pela Fifa e a Conmebol.

O tempo está acabando, e as associações terão de tomar decisões sobre a flexibilidade dada aos clubes na América do Sul, inclusive no Brasil. Ao que parece, o tema será levado mais a sério apenas quando um grande clube for impedido de disputar a Libertadores ou Sul-Americana.
 

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