Esporte

Palmeiras perde para o Barcelona-EQU nos pênaltis e dá adeus à Libertadores

10/08/2017 00h18

São Paulo, 9 ago (EFE).- Menos intenso do que se esperava, o Palmeiras até venceu o Barcelona de Guayaquil por 1 a 0, devolvendo a derrota sofrida no Equador há pouco mais de um mês, mas foi derrotado nos pênaltis por 5 a 4 no Allianz Parque e deu adeus precocemente à Taça Libertadores nesta quarta-feira, ainda nas oitavas de final.

Quem esperava os donos da casa dominantes e criando muitas chances de gol acabou se frustrando. O Alviverde levou ligeira vantagem na posse de bola (51% a 49%) e até chutou mais a gol, 12 vezes, contra sete do adversário, mas ambos acertaram o alvo em apenas três oportunidades.

Ilha de bom futebol na partida em São Paulo, Moisés saiu do banco no intervalo para marcar o único gol. Mesmo machucado, cobrou sua penalidade e converteu, mas o mesmo não aconteceu com Bruno Henrique e Egídio, que pararam no goleiro Banguera.

Em um ano que começou cheio de expectativas logo após o título do Brasileirão, com grande investimento do patrocinador mais atuante do futebol nacional atualmente, o Alviverde tem tudo para ficar sem um troféu sequer. Eliminada no Paulistão, na Copa do Brasil e na Taça Libertadores, a equipe dirigida por Cuca disputará até o fim da temporada apenas o campeonato nacional, em que é quarto colocado, a 15 pontos do líder e rival Palmeiras.

Já o Barcelona não ia tão longe na competição da Conmebol desde 1998, ano em que perdeu para o Vasco na final. Na tentativa de ir ainda mais longe, jogará contra Santos ou Atlético-PR, que medirão forças na Vila Belmiro nesta quinta.

Cuca teve todos os principais jogadores à disposição e mexeu bastante no time em relação à ida, a começar pelo gol, em que Jailson ganhou a posição de Fernando Prass. Egídio passou a ser titular absoluta da lateral esquerda, e Tchê Tchê foi recuado para a direita. Recuperado de grave contusão no joelho, Moisés foi opção para o decorrer do jogo.

As principais, no entanto, estão no ataque. Willian e Borja não vêm agradando, o que fez com que o trio de frente tivesse, Keno e o recém-contratado Deyverson, além de Róger Guedes. O capitão Dudu atuou mais recuado em lugar de Guerra, outro que ficou no banco.

No atual campeão equatoriano, três jogadores considerados titulares sequer viajaram para São Paulo. A principal baixa no atual campeão equatoriano foi o atacante Ariel Nahuelpan, ex-jogador de Coritiba e Internacional. Também ficaram fora o zagueiro Jefferson Mena e o volante brasileiro naturalizado equatoriano Gabriel Marques.

O jogo começou truncado, mas o Alviverde conseguia criar. Aos 10 minutos do primeiro tempo, Dudu tentou de fora da área e mandou rente à trave direita. Dois minutos depois, a torcida reclamou de pênalti em Mina, mas a arbitragem nada marcou.

O Barcelona dava campo aos donos da casa, mas fechava os espaços do meio para trás. Aos 22 minutos, Egídio fez o chuveirinho, Deyverson resvalou de leve e também errou o alvo. Na sequência, aos 25, foi Róger Guedes quem, de pé direito, concluiu para fora.

Os torcedores e os jogadores palmeirenses voltaram a reclamar de penalidade aos 30, agora em Róger Guedes, mas novamente o argentino Néstor Pitana considerou que não houve irregularidade.

Para aumentar o nervosismo do atual campeão brasileiro, aos 33, Jailson saiu mal, Castillo tocou e Caicedo teve chance clara, mas arrematou pela linha de fundo. A situação ficou ainda pior aos 35 minutos com a lesão de Mina, que foi substituído por Edu Dracena.

No intervalo, Cuca sacou Róger Guedes, abriu Dudu e colocou Moisés no meio. Foram necessários apenas cinco minutos para que a medida desse certo. Antes, aos quatro, porém, Jailson ainda teve de salvar em chute forte de Castillo.

Moisés tocou para Dudu, recebeu de volta, deu um bonito corte na marcação de Caicedo e bateu colocado para superar o goleiro e tirar o Palmeiras do sufoco, fazendo 1 a 0.

O gol deu tranquilidade ao Alviverde, que, ao menos em um primeiro momento, se acomodou com o gol. A equipe paulista voltou a finalizar apenas aos 13, em tentativa de longe de Bruno Henrique que subiu muito. No contragolpe, aos 15, Álvez surpreendeu Jailson e acertou a trave.

No "toma lá, dá cá", o campeão continental de 1999 acertou o travessão, aos 18 minutos. Bruno Henrique cruzou, Keno apareceu entre os marcadores e não aumentou a vantagem por centímetros. Dois minutos depois, a equipe de Guayaquil respondeu com Oyola, que cruzou rasteiro para Díaz, que furou livre, para alívio na arquibancada.

A torcida apoiava e acredita que o time anfitrião poderia crescer, mas não foi o que aconteceu. Para complicar, Dudu sentiu um problema físico e teve de dar lugar a Guerra, que não entrou bem. Aos 32 minutos, o venezuelano até fez boa jogada individual pela ponta, mas cruzou mal.

Os dois últimos ataques de perigo antes do fim do segundo tempo foram do Barcelona. Aos 39 minutos, Díaz cobrou falta, Segundo Castillo esticou o pé e colocou por cima da trave. Nos acréscimos, aos 46, Díaz ficou sozinho na área, mas Tchê se recuperou e fez corte providencial.

Nos pênaltis, sete dos oito primeiros batedores converteram. A exceção foi Bruno Henrique, que bateu fraco, no canto esquerdo, e facilitou o trabalho de Banguera. No chute que já poderia dar a classificação aos visitantes, de Díaz, Jailson fez a defesa, mas nas alternadas Egídio parou no arqueiro rival e acabou sendo o vilão da queda do eneacampeão nacional.



Ficha técnica:.

Palmeiras: Jailson; Tchê Tchê, Luan, Mina (Edu Dracena) e Egídio; Thiago Santos, Bruno Henrique e Dudu (Guerra); Róger Guedes, Keno e Deyverson. Técnico: Cuca.

Barcelona-EQU: Banguera; Velasco, Aimar, Arreaga e Pineida (Valencia); Minda (Segundo Castillo), Oyola e Caicedo; Ayoví, Erick Castillo (Díaz) e Álvez. Técnico: Guillermo Almada.

Árbitro: Néstor Pitana (Argentina), auxiliado pelos compatriotas Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti.

Cartões amarelos: Edu Dracena e Thiago Santos (Palmeiras); Castillo, Oyola e Caicedo (Barcelona).

Gol: Moisés (Palmeiras).

Nos pênaltis: Guerra, Tchê Tchê, Keno e Moisés converteram - Bruno Henrique e Egídio erraram (Palmeiras); Álvez, Oyola, Segundo Castillo, Caicedo e Ayoví converteram - Díaz errou (Barcelona).

Estádio: Allianz Parque, em São Paulo.

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