Esporte

Escocês é o primeiro a disputar Rali da Mongólia com carro elétrico

05/09/2017 14h17

Astana, 5 set (EFE).- O escocês Chris Ramsey, aventureiro, apaixonado por carros, encara desafio de ser o primeiro a disputar o Rali da Mongólia, exigente competição em que os pilotos dirigem de Londres a Ulan-Ude, no sudeste da Rússia, guiando um carro movido a energia elétrica.

"O nosso objetivo é mostrar para as pessoas que os veículos elétricos, que, na minha opinião são o futuro, têm a tecnologia para completar esse desafio hoje", afirmou Ramsey, em entrevista à Agência Efe, durante a parada em Astana, capital do Cazaquistão.

Após iniciar a participação do rali em Londres, em 16 de julho, e viajar até Astana, sede da Expo 2017, dedicada as energias renováveis, o aventureiro afirmou que as verdadeiras dificuldades começaram ao sair da Europa, a bordo de um Nissan Leaf.

"Um dos meus desafios nessa viagem é encontrar pontos de recarga. Na Europa, temos uma infra-estrutura de recarga enorme, mas, na Turquia, Geórgia, Azerbaijão e Cazaquistão, não há, por isso, dependemos da amabilidade e hospitalidade das pessoas, para nos permitir recarregar em suas casas, estabelecimentos e restaurantes", explicou o escocês.

Após chegar ao Cazaquistão, Ramsey teve a vida facilitada, graças a acordos que fechou antes do rali, inclusive com a empresa estatal e petróleo e gás KazMunayGas, e também com o serviço postal nacional KazPost.

"Temos parceiros de recarga no Cazaquistão, KazMunayGas é um deles. Paramos em várias de suas estações de serviço e instalaram pontos de recarga de veículos elétricos para nós. Também temos a KazPost como parceiro, assim, quando passamos à noite em povoados, utilizamos suas instalações para recarregar através de uma tomada normal de 220 volts", disse o aventureiro.

"Fizeram com que estar no Cazaquistão seja muito mais fácil para nós", elogiou.

Ramsey é um apaixonado por carros elétricos e, em 2011, criou 'Plug In Adventures', projeto que busca promover este tipo de veículos.

Antes de encarar o Rali da Mongólia, em 2012, o piloto viajou da cidade natal, Aberdeen, até as três capitais do Reino Unido, percorrendo 2.900 quilômetros em quatro dias. No ano passado, foi e voltou de Edimburgo a Monte Carlo.

Com o 'Plug In Adventures', é importante que o público possa ver ver o que faço e se inspirar. Quero mudar a percepção deles, de uma maneira que os inspire", afirmou.

Ramsey acredita, firmemente, que os carros elétricos não são apenas o futuro, mas, também o presente, um pensamento que deriva de razões ambientais e econômicas.

"Os veículos elétricos têm um preço inicial mais alto do que os carros de combustível, mas os custos de uso são menores", detalhou Ramsey, que afirma economiza cerca de US$ 1 mil (R$ 3,1 mil), com relação ao que gastava há dois anos.

"A eletricidade é muito mais barata do que o combustível na maioria de países. De Londres até Astana, gastei 85 euros (R$ 315,80)", disse o escocês.

Ramsey afirmou que a desvantagem dos carros elétricos era a autonomia, mas que agora a Nissan está um carro que faz 400 quilômetros, enquanto os veículos da Tesla podem alcançar 500 quilômetros.

O aventureiro ainda revelou planos futuros, após completar o atual desafio.

"O Rali da Mongólia é um banco de testes para o '80 Day Race', de 2019, que é uma corrida com emissão zero, qem que se percorre o mundo em 80 dias, e que quero participar", contou o escocês.

Após a entrevista, o escocês aproveitou a estadia em Astana e passeou na Expo 2017, onde seu carro foi exibido e recarregado no Pavilhão do Reino Unido.

"Isso não é só para ter uma aventura incrível e aproveitar a beleza do Cazaquistão. Também é para demonstrar que, com infra-estrutura de recarga e nossas habilidades, é possível cruzar essa parte do do mundo", garantiu Ramsey.

A Expo Astana 2017, que debate sobre a importância de avançar para um sistema mundial de energia baseado cada vez mais em energias renováveis, continuará até o dia 10 de setembro, na capital do país centro-asiático.

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