Esporte

Vice do COI vê "maré mudando" e crê em muitas candidatas a sede dos Jogos

14/09/2017 22h14

Natalia Arriaga.

Lima, 14 set (EFE).- O Comitê Olímpico Internacional (COI) tem "muitos sinais" de que nos próximos processos de escolha de sedes de Jogos Olímpicos haverá "muitas e boas cidades candidatas", segundo o vice-presidente da entidade, Juan Antonio Samaranch Jr, que se mostrou confiante em relação a uma mudança de cenário após só Paris e Los Angeles concorrerem para organizar a edição de 2024.

A dupla concessão de sedes para os Jogos de 2024 e 2028 foi, acinda de acordo com o dirigente espanhol, "uma jogada de mestre, um grandíssimo passo do COI à frente".

"Tínhamos duas magníficas cidades, mas só duas. E diante da possibilidade de que em uma eleição entre ambas ficássemos sem uma delas, decidimos outorgar 2024 e 2028. Flexibilidade é a palavra", disse Samaranch à Agência Efe em Lima, no Peru, onde o COI anunciou a decisão.

"Dar os Jogos de 2028 a Los Angeles, com 11 anos de antecipação, é um mundo novo que alguns intuímos que pode ser apaixonante. Estamos falando de dar legado de Jogos antes dos próprios Jogos, influir a partir de agora no desenvolvimento da juventude da Califórnia e dos Estados Unidos", afirmou o filho do ex-presidente do COI Juan Antonio Samaranch.

A poucas semanas da abertura do processo de candidaturas para sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, Samaranch mostrou confiança de que muitas cidades estão interessadas.

"Já temos muitas mostras, mas não posso dar detalhes agora, de que a maré está mudando. E rapidamente. Há perspectivas de boas cidades candidatas, e que ninguém descarte que vamos ser flexíveis, que vamos atrás do que mais possa interessar ao movimento olimpico", declarou.

Ainda sobre Jogos de Inverno, Samaranch Jr ressaltou que, atualmente, "o mais urgente são os Jogos de Pyeongchang, na Coreia do Sul, em fevereiro (de 2018)", porque têm "a obrigação de serem Jogos impecáveis e de primeiro nível".

"E seguros também", enfatizou, fazendo menção à crise aberta pela vizinha Coreia do Norte. "Mas nós não temos capacidade para influir no mundo politico", acrescentou.

"Em todas as conversas que temos, os governos ou os comitês olímpicos mais envolvidos na peninsula da Coreia nos dão certezas e compromissos de que os Jogos são um tema de esporte e de atletas", afirmou.

Em relação aos supostos casos de corrupção envolvendo membros do COI, sobre os quais a Comissão de Ética da entidade não deu detalhes em um relatório apresentado hoje em Lima, Samaranch Jr alegou que "todas as comissões de ética trabalham em segredo até que cheguem a uma conclusão".

"Isto não é um circo. Estamos lidando com a credibilidade das pessoas. Falamos de coisas muito sérias. Temos uma Comissão de Ética com (o ex-secretário-geral da ONU) Ban Ki-moon como presidente e uma maioria de membros independentes. Dispomos de sistemas bem elaborados para enfrentar casos de corrupção ou de conflitos de interesses", afirmou.

A investigação aberta em relação à suspeita de que Carlos Arthur Nuzman, ex-integrante do COI e presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), participou de um esquema de compra de votos para que o Rio de Janeiro conseguisse ser sede dos Jogos de 2016 foi o mais recente caso que envolve um membro da família olímpica.

"Se na imprensa sai um possível escândalo de um membro do COI e a polícia investiga, nós temos que esperar que haja algo. Não podemos viver em um regime de terror antes de uma atuação judicial", opinou Samaranch Jr.

"Nós estamos a par dos processos abertos na França sobre temas relacionados com Lamine Diack (senegalês ex-presidente da IAAF acusado de vender seu voto para o Rio) e sua família. Também no Brasil. Assim que houver algo conclusivo, suspenderemos (os envolvidos). Não se pode agir sem fundamento em um mundo em que as sentenças nas redes sociais são imediatas e imperecíveis", afirmou.

Samaranch faz parte de uma das duas comissões abertas no COI para investigar o escândalo de dopagem na Rússia. É das conclusões correspondentes que os atletas desse país dependem para saber se poderão participar dos Jogos de Pyeongchang.

"Estamos à espera dos resultados das comissões. Estamos pensando em uma data para começar, neste mês, com as audiências dos atletas afetados. Vamos tomar decisões antes da reunião do Comitê Executivo de dezembro", antecipou.

"Não queremos arruinar a carreira esportiva de atletas limpos que não estejam afetados por casos de dopagem", frisou.

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