Esporte

Presidente da Juventus é inabilitado por 12 meses por envolvimento com ultras

25/09/2017 13h53

Roma, 25 set (EFE).- O presidente da Juventus, Andrea Agnelli, foi inabilitado por 12 meses de "atividades relevantes da diretoria do clube" pelo Tribunal Nacional da Federação de Futebol Italiana como parte do processo contra o dirigente devido a relações com os torcedores ultras.

O tribunal, cujos juízes estudaram durante dez dias os pedidos de inabilitação feitos pelo procurador Giuseppe Pecoraro, decidiu também sancionar a Juventus com uma multa de 300 mil euros, segundo um comunicado oficial.

Agnelli, que recentemente foi eleito presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA), foi sancionado por manter contatos irregulares com alguns ultras do clube e ter favorecido a revenda de ingressos.

A sentença do tribunal prevê 12 meses de inabilitação a Agnelli mais uma multa de 20 mil euros e envolveu também outros três dirigentes da Juventus, também considerados responsáveis por esses contatos.

O responsável de segurança, Alessandro D'Angelo, e o ex-diretor de bilheteria, Stefano Merulla, foram punidos com 12 meses de inabilitação e 20 mil euros de multa, enquanto o ex-diretor Francesco Calvo recebeu uma suspensão de 15 meses e também foi multado em 20 mil euros.

Os juízes reduziram as cobranças da acusação, que no dia 15 de setembro solicitou uma sanção de 30 meses de inabilitação contra Agnelli por "falta de lealdade esportiva e favorecimento da revenda".

Segundo as acusações iniciais, os grupos mafiosos da região da Calábria pertencentes à organização Ndrangheta estavam infiltrados nas arquibancadas do estádio da Juventus e recebiam ingressos para revendê-los sucessivamente por um preço superior.

O processo de revenda foi sancionado na sentença desta segunda-feira, mas a Juventus especificou em comunicado oficial que os juízes excluíram qualquer tipo de relação do clube com esses grupos mafiosos.

"A Juventus expressa a sua satisfação porque a sentença de hoje, apesar de punir com duras inabilitações o presidente e outras pessoas envolvidas, excluiu qualquer hipótese de relação com expoentes da criminalidade organizada", publicou o clube.

O comunicado afirma que a Juve "tem confiança na justiça esportiva e reitera que sempre atuou em uma via compartilhada com a polícia com o objetivo de contribuir para a manutenção da segurança".

A sentença não impedirá que o mandatário da Juventus exerça o cargo de presidente do ECA, e tampouco deixe o comando do clube. O artigo 19 do Código de Justiça Esportiva da Itália explica que esse tipo de sanção não significa a perda do cargo, mas a impossibilidade de representar um clube em "determinadas atividades relevantes".

Assim, Agnelli não poderá participar de nenhuma atividade dos organismos federativos, entrar nos vestiários dos recintos esportivos nos quais a Juventus jogar na Itália, nem fazer parte de reuniões com membros da federação ou representantes de jogadores.

A nível europeu, Agnelli poderá continuar à frente do ECA, por se tratar de um organismo autônomo, e também poderá continuar representando a Juventus nas competições da Uefa. A Juventus já anunciou que recorrerá da decisão do tribunal.

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