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Acusado de sonegar impostos na Espanha, Mourinho deve depor em novembro

Reuters/Carl Recine
José Mourinho, técnico do Manchester United, acompanha a partida entre Manchester City e Everton Imagem: Reuters/Carl Recine

29/09/2017 10h02

O Tribunal de Instrução número 4 de Pozuelo de Alarcón (Madri) marcou o depoimento do treinador do Manchester United, o português José Mourinho, para 3 de novembro após a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP), que o acusa de sonegar 3,3 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões) da Fazenda da Espanha.

Fontes jurídicas informaram à Agência Efe que o juiz convocou o treinador português para responder por dois delitos contra a Fazenda Pública.

O juiz tomou esta decisão após admitir para trâmite a denúncia da Seção de Delitos Econômicos da Promotoria de Madri contra o ex-treinador do Real Madrid por supostamente ter sonegado 3,3 milhões de euros procedentes de seus direitos de imagem.

Segundo o MP, Mourinho teria cometido dois delitos contra a Fazenda Pública em relação ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF) nos anos 2011 e 2012, quando treinava o Real Madrid. A quantia chega a 3.304.670 euros (1.611.537 euros em 2011 e 1.693.133 euros em 2012).

A Fazenda emitiu um relatório para o MP no qual revela que antes de 17 de setembro de 2004, Mourinho assinou um contrato pelo qual cedia seus direitos de imagem à sociedade com sede nas Ilhas Virgens Britânicas Kooper Services S.A.

E nesse mesmo dia assinou um novo contrato de cessão de seus direitos de imagem entre a Kooper e a irlandesa Multisports & Image Management Limited. Quatro anos depois, a sociedade irlandesa assinou com a Polaris Sports Limited, que funcionava no mesmo escritório, um contrato de representação para que buscasse e negociasse contratos comerciais.

"Todas estas estruturas de sociedade foram utilizadas pelo denunciado com o objetivo de sonegar os lucros procedentes de seu direito de imagem", aponta a Promotoria.

Mourinho assinou em 31 de março de 2010 um contrato de trabalho com o Real Madrid e transferiu sua residência a Madri, motivo pelo qual adquiriu a condição de residente fiscal na Espanha.

No entanto, "com ânimo de obter um lucro ilícito", apresentou no prazo as suas declaração de impostos dos exercícios 2011 e 2012 sem declarar seus investimentos procedentes do direito de imagem.

Em 23 de julho de 2014, a Fazenda comunicou Mourinho que ele seria investigado pelas declarações de IRPF dos exercícios 2010-2012 e de Não-Residentes de 2013.

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