Esporte

Stoichkov se recusa a pedir desculpas à vice-presidente do governo espanhol

11/10/2017 12h54

Sófia, 10 out (EFE).- O ex-jogador búlgaro Hristo Stoichkov, que fez história no Barcelona, se mostrou indiferente à decisão do governo da Bulgária de retirar seu título de cônsul honorário nas regiões espanholas de Catalunha e Aragão e se recusou a pedir desculpas à vice-presidente do Governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría.

"Não me preocupa em nada que a Bulgária fique ao lado (do governo de) da Espanha e dê um cartão vermelho a Hristo Stoichkov", comentou à emissora búlgara "Nova TV".

Essa foi a reação do ex-jogador ao anúncio de ontem do Ministério de Relações Exteriores da Bulgária, que informou ter iniciado o processo para retirar o cargo diplomático que Stoichkov ostenta há mais de seis anos.

"O Reino da Espanha é um sócio estratégico e amigo da Bulgária, mantemos excelentes relações bilaterais em todos os níveis e uma cooperação intensa em todas as áreas de interesse mútuo", destacou o órgão em comunicado.

A nota aponta que "o futuro cumprimento eficaz das funções de cônsul honorário por parte do senhor Stoichkov ficou dificultado com complicação de sua comunicação com as autoridades oficiais do Reino da Espanha após suas recentes aparições públicas".

Embora de forma indireta, o texto se refere às declarações feitas na semana passada pelo ex-jogador sobre Sáenz de Santamaría, a quem chamou de "franquista", em meio à tensão gerada pela oposição do governo espanhol ao referendo de independência da Catalunha.

Em entrevista à televisão búlgara, Stoichkov se dirigiu nesta quarta-feira à vice-presidente e deixou claro que se nega a pedir desculpas.

"Os espanhóis fazem o que querem e ela me fala que tomará medidas contra mim. Onde e por que, senhora? Denunciará que houve sangue? Que houve violência e as pessoas viram do que se trata? Que é você e seu governo? Como me desculpar, e de quê?", questionou o ex-jogador.

Na semana passada, "A Adaga" - como Stoichkov é apelidado no país natal por conta do forte temperamento -, pediu desculpas a Santamaría apenas "por causa do filho" da política, após ter chamado a vice-presidente, seu avô, seu pai e seu filho menor de idade de "franquistas".

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