Esporte

Fifa e FIFPro firmam acordo para revisar sistema de transferências

06/11/2017 16h36

Redação Central, 6 nov (EFE).- A Fifa e a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro) firmaram um acordo de cooperação por seis anos, que inclui uma revisão do sistema de transferências e a resolução da falta de pagamentos no esporte, uma medida que fortalecerá as relações entre os dois órgãos e melhorará a governança do futebol profissional.

A Fifa informou em comunicado que o acordo contemplará novas regras para a resolução de disputas entre clubes e jogadores, especialmente sobre a falta de pagamentos, e para evitar comportamentos abusivos de algumas das partes, como as decisões que obrigam os atletas a treinar de forma isolada.

Firmado após 18 meses de negociação, o acordo prevê a criação de um grupo de trabalho para revisar o sistema de transferências com a determinação de requerimentos mínimos para os contratos e o estabelecimento de câmeras nacionais de resolução de disputas.

A FIFPro retirará o processo apresentado contra a Fifa contra o atual sistema de transferências na Comissão Europeia em setembro de 2015, explicou o órgão.

O consenso entre as partes também se estendeu ao compromisso de respeitar os direitos humanos e sua aplicação ao futebol profissional, assim como a promover a igualdade em interesse das jogadoras e o crescimento do futebol feminino profissional.

"Fui testemunha de uma cooperação sem precedentes entre a Fifa, a FIFPro, a Associação Europeia de Clubes e o Fórum Mundial de Ligas. Foram negociações complicadas, mas cada um assumiu seus compromissos, e o acordo é benéfico para todos, com o futebol como claro ganhador", disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Infantino disse esperar a mesma colaboração nas negociações que vão começar agora em relação ao sistema de transferências.

"Todas as partes - associações, confederações, jogadores, clubes e ligas - têm um papel importante que jogar nesse processo", disse.

O presidente da FIFPro, Philippe Piat, destacou o "espírito de cooperação mostrado pela FIfa e a vontade de ouvir as preocupações dos jogadores".

"Esse entendimento mútuo ajudou a promover as maiores mudanças nas regras de transferências desde 2001. Essas mudanças ajudarão a proteger contra o tratamento injusto mais de 60 mil jogadores representados pela FIPPro. Enquanto os clubes das ligas mais ricas tratam bem seus jogadores, há outras nas quais seus direitos são ignorados de forma rotineira", completou Piat.

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