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Paraguai, Argentina e Uruguai acertam cooperação para sediar Copa de 2030

Carlos Pazos/Reuters
Imagem: Carlos Pazos/Reuters

21/11/2017 15h57

As delegações de Paraguai, Argentina e Uruguai assinaram nesta terça-feira em Assunção um texto de entendimento para iniciar o trabalho de "cooperação trinacional" para a candidatura conjunta como sede para a Copa do Mundo de 2030.

O paraguaio Eladio Loiazaga, o argentino Jorge Faurie e o uruguaio Rodolfo Nin Novoa, chanceleres de seus respectivos países, anunciaram que estabelecerão um sistema para coordenar o trabalho junto com as federações locais.

"No memorando de entendimento se estabelece a cooperação que os governos, nos seus respectivos departamentos, darão às associações para um trabalho conjunto para a apresentação e candidatura das sedes", explicou Loizaga.

Os três chanceleres e suas delegações, juntos com o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, como anfitrião e acompanhado pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, se reuniram nesta terça-feira no Palácio de Governo do Paraguai, em Assunção, para delinear a forma de avançar na candidatura.

O chanceler argentino afirmou que há plena "vontade e flexibilidade" por parte de todos para que o projeto seja concretizado.

"Haverá uma primeira etapa, na qual a Argentina terá de coordenar este grupo de trabalho para definir quais são os objetivos e os prazos com os quais vamos trabalhar", afirmou Faurie.

De acordo com o representante argentino, o sistema de trabalho será rotativo e feito através de um grupo de coordenação entre a Associação Paraguaia de Futebol (APF), a Associação de Futebol Argentino (AFA) e a Associação Uruguaia de Futebol (AUF).

O ministro de Relações Exteriores argentino acrescentou que o "mais importante" é que no final todos digam "que 2030 está entre o rio Paraná e o rio da Prata, na América do Sul", e que cem anos depois "a Copa do Mundo está de volta à região".

Nin Novoa destacou o significado especial que terá para o Uruguai sediar a Copa do Mundo de 2030, cem depois da primeira edição, vencida pela Celeste em Montevidéu.

"Esta é a comemoração do primeiro centenário da primeira Copa do Mundo que foi disputada, mais precisamente, no rio da Prata, lá no Uruguai", analisou.

O chanceler uruguaio também mencionou a paixão dos três países que compõem a candidatura pelo esporte e a relação dos presidentes dos três países com o futebol. Todos foram dirigentes de times de futebol e campeões nacionais: Mauricio Macri presidiu o Boca Juniors, Horacio Cartes foi mandatário do Libertad e Tabaré Vázquez ocupou o mesmo cargo no Progreso.

"Dois dos países organizadores foram campeões mundiais em nível de seleções da Fifa e os três presidentes foram presidentes de clubes campeões em seus países. Se há uma paixão por futebol em alguma parte do mundo, é aqui nesta bacia do rio da Prata, que inclui o Paraguai", especificou.

Além disso, Nin Novoa ressaltou a importância de aprender com candidaturas anteriores para este tipo de evento e incentivou as federações a levarem este "sonho" adiante com a ajuda dos governos.

Junto aos chanceleres, compareceram à reunião Robert Harrison, presidente da federação paraguaia; Claudio Tapia, da argentina; e Wilmar Valdez, da uruguaia.

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