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Com 2 campeões no caminho, seleção brasileira conhece rivais na Copa nesta 6ª

30/11/2017 13h41

Moscou, 30 nov (EFE).- Apesar de longe dos gramados, a Copa do Mundo começa nesta sexta-feira com o sorteio das chaves da 21ª edição do torneio, que acontecerá no próximo ano na Rússia, com a seleção brasileira podendo iniciar a caminhada para o hexa encarando rivais duros, como os campeões Espanha ou Inglaterra.

O palco do evento, que reunirá diversas personalidades do mundo do futebol, será imponente. Se há quatro anos a Costa do Sauípe, na Bahia, foi escolhida, dando ares de "férias, água de coco e praia" para a definição das chaves do Mundial do Brasil, agora Moscou - e mais especificamente o Palácio do Kremlin - sediará o sorteio.

A Fifa já definiu os parâmetros do sorteio, como a certeza de que a Rússia, anfitriã da competição, estará no grupo A. Alemanha, Brasil, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França, nesta ordem as sete melhores colocadas na atualização de outubro do ranking da entidade, são as outras cabeças de chave - a classificação foi levada em conta também para o restante dos potes.

Os cabeças de chave não poderão se enfrentar, e irão para a posição 1 das chaves sorteadas. Em seguida, serão tiradas as bolinhas do segundo pote, que conta com Espanha, Peru, Suíça, Inglaterra, Colômbia, México, Uruguai e Croácia.

De acordo com as regras, com exceção da Europa, dois representantes da mesma confederação não podem ficar frente a frente nesta etapa inicial da competição. Assim, Brasil e Argentina, obrigatoriamente, vão estar com um dos cinco europeus ou os mexicanos.

Nesta segunda-feira, a Fifa divulgou que todas as chaves do Mundial deverão ter, ao menos, um representante do Velho Continente. Desta forma, haverá seis chaves com duas seleções europeias, além de outras duas, com uma equipe.

O sorteio, então, passará para as oito seleções do terceiro pote, no caso, Dinamarca, Islândia, Costa Rica, Suécia, Tunísia, Egito, Senegal e Irã. Em seguida, será a vez do quarto, que tem Sérvia, Nigéria, Austrália, Japão, Marrocos, Panamá, Coreia do Sul e Arábia Saudita.

Nas três últimas etapas da definição dos grupos, quando forem sorteadas as equipes dos potes 2, 3 e 4, a Fifa anunciou que haverá travas geográficas. Ou seja, caso uma seleção seja alinhada com uma adversária regional, ela cairá na chave imediatamente seguinte.

Assim, por exemplo, se o grupo A tiver Rússia e Espanha, por exemplo, e a primeira bolinha do terceiro conjunto for a Dinamarca, por exemplo, os nórdicos irão para a chave seguinte, desde que nela só haja um europeu.

O mesmo vale, por exemplo, se o grupo D já contar com Argentina, Inglaterra e Tunísia, e vier do quarto pote o Marrocos. Assim, o representante africano será deslocado para a primeira chave sem qualquer restrição geográfica.

Diferentemente do que aconteceu na Copa disputada no Brasil, não poderá haver chave com três campeões mundiais, como o grupo D do torneio de 2014, que teve Uruguai, Itália e Inglaterra juntos com a Costa Rica, que acabou surpreendendo e se classificando, junto a 'Celeste Olímpica'.

A seleção comandada por Tite, por exemplo, pode estar ao lado da Espanha, dona do título de 2010, ou da Inglaterra, vencedora em 1966 e atual 12ª colocada no ranking mundial. Do terceiro pote, os adversários podem ser a Dinamarca ou a surpreendente Islândia, enquanto do último, a nigerianos e marroquinos são mais "temidos".

Por outro lado, o sorteio da Copa pode permitir um grupo sem seleções de grande destaque, com a cabeça de chave Polônia ou a própria Rússia, encarando, por exemplo, Peru, que volta à Copa após 32 anos, Costa Rica e Arábia Saudita.

A cerimônia, marcada para começar às 13h (de Brasília), será apresentada pelo ex-jogador inglês Gary Lineker e a jornalista esportiva russa Maria Komandnaya.

O ex-lateral-direito Cafu, campeão mundial com a seleção brasileira em 1994 e 2002, será um dos oito antigos craques presentes no palco do sorteio dos grupos da Copa de 2018, ao lado, por exemplo, do argentino Diego Maradona.

Além do capitão do penta e de 'El Pibe', foram anunciados pela Fifa como ajudantes o italiano Fabio Cannavaro, o uruguaio Diego Forlán, o espanhol Carles Puyol, o francês Laurent Blanc, o inglês Gordon Banks e o russo Nikita Simonyan, como uma forma de homenagear algumas das principais seleções do planeta.

O alemão Miroslav Klose, campeão mundial em 2014, será, segundo a Fifa, o responsável por levar o troféu da competição para a cerimônia. O jogador, que se aposentou no meio do ano passado, é o maior artilheiro da história dos Mundiais, com 16 gols.

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