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Questões sobre doping russo roubam a cena em entrevista de Infantino e Mutko

01/12/2017 11h23

Moscou, 1 dez (EFE).- O escândalo de doping na Rússia, com acusações de sistema implantado pelo Estado, foi um dos assuntos principais na entrevista coletiva do presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino, e o vice-primeiro-ministro do país, Vitaly Mutko, nesta sexta-feira, antes do sorteio dos grupos da Copa do Mundo.

"Declaro que estou disposto a comparecer em qualquer tribunal, para demonstrar que na Rússia não houve e não há nenhum problema de apoio ao doping. Não precisamos! O que aconteceu, que a Rússia inventou o doping?", indagou o representante do governo, que também é presidente da federação local de futebol.

Mutko atacou veículos de imprensa, por terem se transformado em "porta-vozes do Comitê Olímpico Internacional (COI)". O motivo da crítica é a publicação de decisões, antes mesmo da divulgação oficial das medidas.

"Por exemplo, agora, o senho diz que nossa equipe será excluída por completo (dos Jogos Olímpicos de Inverno, de 2018). O senhor já conhece a decisão?", respondeu o vice-primeiro-ministro, ao perguntar sobre o anúncio do COI, que será feito na próxima terça-feira.

O também dirigente pediu que "prevaleça o bom senso" na cúpula da organização. O russo destacou que "ninguém pode acabar com a presunção de inocência".

Gianni Infantino, por sua vez, se limitou a dizer que as acusações contra a Rússia "não terão qualquer impacto" na realização do Mundial. Além disso, disse duvidar que outra entidade esportiva faça mais testes que a Fifa.

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