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Fla leva virada na Argentina e fica em desvantagem na final da Sul-Americana

06/12/2017 23h42

Avellaneda (Argentina), 6 dez (EFE).- Apesar de ter saído à frente no placar com um gol logo no começo da partida, o Flamengo ficou em desvantagem na final da Copa Sul-Americana ao perder para o Independiente por 2 a 1 de virada nesta quarta-feira no estádio Libertadores de América, na cidade argentina de Avellaneda.

Réver, de cabeça, fez a alegria dos torcedores rubro-negros ao marcar de cabeça antes dos dez minutos do primeiro tempo. No entanto, ainda antes do intervalo, Gigliotti deixou tudo igual, e na etapa final Meza, em um bonito chute de primeira, selou o triunfo do 'Rei de Copas' no jogo de ida, quebrando a invencibilidade da equipe do Rio de Janeiro na competição.

Foi a segunda derrota de virada sofrida pelo Fla na Argentina em 2017. Na Taça Libertadores, o time ia se classificando para as oitavas de final, mas levou um gol do San Lorenzo nos instantes finais e acabou sendo eliminado.

Como não há o critério de gol qualificado em finais de competições interclubes da Conmebol, os comandados de Reinaldo Rueda precisarão de uma vitória por dois gols de diferença no Maracanã, daqui a uma semana, para levantar o troféu após os 90 minutos. Se vencer por apenas um, provocará a realização de prorrogação. Já o Independiente, que busca o bi, dará a volta olímpica se empatar.

Além do atacante Orlando Berrío, que só voltará a jogar na próxima temporada devido a uma grave lesão no joelho esquerdo, o Flamengo continua desfalcado de Paolo Guerrero, suspenso provisoriamente por suspeita de doping. O meia Everton, recuperado de uma lesão na coxa esquerda, começou no banco e entrou no decorrer do duelo.

No Independiente, o técnico Ariel Holan contou com todos os principais nomes do elenco. Os únicos desfalques foram o goleiro Gonzalo Rehak e o atacante Francisco Pizzini, que costumam ser reservas.

O jogo começou equilibrado e movimentado, com o 'Rojo' um pouco mais presente no campo de ataque. Entretanto, na bola parada, o Rubro-Negro fez 1 a 0. Paquetá sofreu falta pela esquerda, Trauco cobrou para a área e encontrou Réver, que subiu mais que a marcação e cabeceou para o gol, aos oito minutos do primeiro tempo.

Em desvantagem, o time anfitrião se viu obrigado a se lançar ao ataque. Aos 14 minutos, Meza deixou Trauco na saudade com um bonito drible na ponta direita e cruzou por baixo. Gigliotti furou e Sánchez Miño, ex-Cruzeiro, ficou com a sobra, mas Pará bloqueou de maneira providencial.

As cobranças de falta continuavam sendo a principal arma do Fla. Aos 20, Diego levantou, Juan dividiu dentro da área e por pouco não fez o segundo. A equipe argentina respondeu com Sánchez Miño, que cruzou fechado e obrigou Willian Arão a cortar de qualquer jeito.

Na primeira vez em que conseguiu contra-atacar nesta final, aos 28 minutos, o Independiente chegou ao empate. Martín Benítez foi acionado na área e dominou mal, mas mesmo assim fez o passe para Gigliotti, que chutou forte e rasteiro e deixou tudo igual.

Mesmo jogando como visitante, o Flamengo não se dava por satisfeito com o empate. O campeão da Sul-Americana de 2011 era mais incisivo, mas quem voltou a dar trabalho, aos 38, foram os visitantes. Paquetá tabelou com Vizeu, mas pegou mal e mandou em tiro de meta.

O começo de segundo tempo do Independiente foi fulminante, e o chamado 'Rei de Copas', dono de sete Taças Libertadores, virou o placar. Logo aos três minutos, Gigliotti fez o pivô e preparou para Silva, que concluiu por cima, mas já "deu o recado".

Pouco depois, aos sete, veio o desempate. Barco desceu como quis pela esquerda, foi ao fundo e cruzou para trás até o limite da grande área. Meza ajeitou o corpo, emendou de primeira e marcou um golaço, acertando o cantinho direito de César.

Sem se acomodarem, os donos da casa quase ampliaram logo em seguida, aos 12. Martín Benítez tocou, Barco demonstrou técnica e habilidade, invadiu pela esquerda e mirou o ângulo, mas errou e cedeu tiro de meta.

Aos poucos, porém, o Flamengo foi tomando o controle das ações. Aos 20 minutos, Everton, que havia entrado em lugar de Paquetá, tabelou com Éverton Ribeiro e foi bloqueado. Três minutos depois, Trauco cruzou, Arão pegou sobre e chutou pela linha de fundo.

Reinaldo Rueda então lançou mão de Vinicius Junior, que já entrou se destacando. Aos 27 minutos, a joia rubro-negra abriu para Everton Ribeiro, que rolou para Pará. O lateral invadiu e poderia ter arriscado, mas preferiu cruzar e foi bloqueado. Na sequência, aos 29, o futuro atleta do Real Madrid mirou o canto esquerdo, mas Campaña caiu e segurou.

O Fla foi para o abafa na parte final do jogo, Mas o Independiente se defendia bravamente. Aos 36, Everton recolheu na esquerda da área e colocou para o meio buscando Vizeu, mas Tagliafico se antecipou, cortou de cabeça e ainda foi atingido pelo atacante adversário.

Quando a técnica não foi suficiente, o 'Rojo' usou a falta como recurso para evitar a igualdade. Aos 40, Amorebieta, que estava no jogo havia poucos instantes, perdeu para Everton na velocidade e segurou o meia. Depois de três minutos de confusão, Cuéllar bateu e Campaña defendeu.



Ficha técnica:.

Independiente: Campaña; Bustos, Franco (Amorebieta), Silva e Tagliafico; Rodríguez, Sánchez Miño e Meza (Domingo); Martín Benítez (Juan Benítez), Barco e Gigliotti. Técnico: Ariel Holan.

Flamengo: César; Pará, Réver, Juan e Trauco; Willian Arão e Cuéllar; Éverton Ribeiro, Diego (Vinicius Junior) e Lucas Paquetá (Everton); Felipe Vizeu. Técnico: Reinaldo Rueda.

Árbitro: Mario Díaz (Paraguai), auxiliado pelos compatriotas Milcíades Saldivar e Darío Gaona.

Cartões amarelos: Tagliafico, Amorebieta e Bustos (Independiente); Diego (Flamengo).

Gols: Gigliotti e Meza (Independiente); Réver (Flamengo).

Estádio: Libertadores da América, em Avellaneda (Argentina).

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