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Putin admite erro na escolha do ex-diretor do laboratório de Moscou

14/12/2017 14h53

Moscou, 14 dez (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira ter sido um erro a decisão de designar Grigory Rodchenkov como chefe do laboratório antidoping de Moscou e ainda o acusou de trabalhar para o FBI.

"Como pode ter acontecido de um sujeito desse acabar diante de nossas estruturas antidoping? Foi um erro, certamente, daqueles que o fizeram. Eu sei quem foi, mas de que adianta falar disso agora", afirmou o chefe de governo, em entrevista coletiva anual.

Putin voltou a colocar em dúvida a saúde mental de Rodchenkov, principal informante da Agência Mundial Antidoping (Wada) e apontou suspeitas para o fato de o antigo chefe do laboratório moscovita ter morado vários anos nos Estados Unidos, para depois voltar ao país e trabalhar para o governo russo.

"Não se pode trabalhar com gente que tentou se suicidar. Mas, também não se pode fazer juízos de valor pelo que diz esse tipo de gente", disse o presidente.

O líder lembrou que Rodchenkov, que denunciou a existência de um doping de Estado na Rússia, hoje está "sob a proteção do FBI".

"Isso não é um ponto a nosso favor. Isso significa que ele trabalha para os serviços secretos americanos. O que fazem com ele? O que ofereceram para ele dizer o que precisam ouvir?", indagou.

Putin, lembrando o tempo que atuou na KGB (serviço secreto russo), apontou como "igualmente estranho" que Rodchenkov tenha conseguido ir das fronteiras de Estados Unidos e Canadá carregando "todo esse lixo".

"Ele esteve fazendo isso durante anos", acusou o presidente da Rússia.

Para Putin, Wada e Comitê Olímpico Internacional (COI) estão sofrendo grandes "pressões", mas garantiu que, de toda forma, as duas entidades não deveriam se basear apenas em testemunhos para tomar decisões, sem existirem provas conclusivas.

O chefe de Estado ainda voltou a destacar que o país irá oferecer defesa a todos os atletas que decidirem lutar na justiça pelos direitos.

O COI decidiu excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno, que serão disputados no próximo ano, em PyeongChang, na Coreia do Sul, por causa das acusações de sistema de antidoping patrocinado pelo governo do país.

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