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Campeonato Alemão procura contrapoder que faça frente ao Bayern

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Lewandowski comemora gola na partida entre Bayern e Colônia Imagem: REUTERS/Michael Dalder

26/12/2017 19h31

O domínio do Bayern de Munique, que ao final do primeiro turno já soma 11 pontos de vantagem na liderança do Campeonato Alemão, vai reforçando a hegemonia do clube bávaro e faz com que os amantes da 'Bundesliga' anseiem pela aparição de alguma equipe que faça frente ao atual pentacampeão.

A ideia de que o Dortmund seja esse contrapoder foi alimentada no começo da década, quando os 'Aurinegros' obtiveram dois títulos nacionais (2010/2011 e 2011/2012) e ainda disputaram contra o próprio Bayern a final da Liga dos Campeões de 2013, perdendo por 2 a 1 em Wembley.

Entretanto, desde então, a equipe da Baviera reina sozinha na Alemanha, embora não tenha conseguido repetir a conquista da 'Champions' nem com Josep Guardiola nem com Carlo Ancelotti.

Houve épocas em que o clássico alemão era outro, mas, assim como o Dortmund, nenhuma delas conseguiu manter a queda de braço com o time muniquense por muito tempo, quase sempre por falta de recursos financeiros.

O primeiro título do Bayern na 'Bundesliga' e segundo de campeão alemão (o primeiro foi em 1932), veio em 1969, quando foi iniciada uma fase que durou até 1977, na qual dividiu as conquistas com o Borussia Mönchengladbach. Foram cinco troféus para o Gladbach e quatro para o time de Munique.

Na fase seguinte, entre 1978 e 1987, o Hamburgo foi a equipe que desafiou o Bayern, com três títulos obtidos no período, contra cinco do rival. Os outros dois foram de Stuttgart, em 1974, e Colônia, em 1978. Nesses anos, falava-se do clássico norte-sul.

O desafiante seguinte foi o Werder Bremen de Otto Rehagel, que, entre 1988 e 1994, ganhou a Bundesliga duas vezes, em 1988 e 1993, contra três títulos do Bayern. Os outros dois desse período ficaram com Kaiserslautern e Stuttgart.

O Bayern tentou resolver a situação contratando Rehagel, mas a ideia não funcionou. O treinador sequer terminou sua primeira temporada, e o Dortmund, de Ottmar Hitzfeld, foi bicampeão (1994/1995 e 1995/1996).

Na temporada anterior, ainda pelo Bremen, Rehagel levou a pior no duelo com Hitzfeld, que se tornou o principal desafiante. Em 1997, o time bávaro até foi campeão nacional, mas os 'Aurinegros' o ofuscaram com a conquista da Liga dos Campeões e da Copa Intercontinental.

No ano seguinte, Rehagel deixou o Bayern e surpreendeu ao vencer o Campeonato Alemão comandando o Kaiserslautern, que vinha da segunda divisão.

O clube da Baviera então repetiu a dose de contratar um técnico campeão pelo concorrente a assinou com Hitzfeld para suceder Giovani Trapattoni. A iniciativa desta vez funcionou, e o time foi campeão alemão e vice da 'Champions'.

Em 2000 e 2001, veio o tri nacional, embora a vantagem para o vice-campeão tenha sido pequena. Nos dois casos, o título foi confirmado apenas na última rodada.

No primeiro desses campeonatos, o Bayer Leverkusen precisava de um empate com o lanterna, o Unterhacking, mas perdeu. Um ano depois, o dono do troféu foi definido apenas no último lance, com um gol de falta de Patrick Anderson que proporcionou ao Bayern o empate com o Hamburgo, o que interrompeu as comemorações da torcida do Schalke 04 em Gelsenkirchen.

O Leverkusen foi o principal rival do Bayern nesses anos, e em 2002 parecia estar caminhando para superar o trauma de 2000, mas ficou de mãos vazias e três vices. Perdeu o Alemão para o Dortmund, a Copa da Alemanha para o Schalke e a Liga dos Campeões para o Real Madrid. As derrotas renderam o apelido de 'Neverkusen'.

A partir de então, o Bayern não teve um rival claro. Desde então, perdeu cinco 'Bundesligas', as duas para o próprio Dortmund no começo desta década, uma para o Werder Bremen (2003/2004), uma para o Stuttgart (2006/2007) e uma para o Wolfsburg (2008/2009).

Após a temporada 2011/2012, quando os 'Aurinegros' faturaram o alemão e ainda golearam a equipe de Munique por 5 a 2 na final da Copa da Alemanha, o presidente do Conselho Diretivo do Bayern, Karl-Heinz Rummenigge, disse que era preciso reconhecer que havia um time melhor que o seu no país e que era preciso corrigir isso o quanto antes.

A tal correção foi feita em grande estilo, com a tríplice coroa da temporada 2012/2013, iniciando, inclusive, a série de cinco títulos nacionais, que, ao que parece aumentará para seis no ano que vem.

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