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Alemanha mostra nova geração e conquista título; Itália fica fora da Copa

29/12/2017 21h18

Bruno Guedes.

Redação Central, 29 dez (EFE).- Campeã mundial em 2014, a Alemanha levou um time sem estrelas e muitos jovens para a Copa das Confederações, chamado por muitos de "time B", mas voltou mais uma vez com o título, em ano que a Argentina flertou com o vexame, e a Itália acabou não conseguindo vaga na Copa do Mundo de 2018.

O técnico Joachim Löw deu descanso para titulares importantes do 'Nationalelf', como o goleiro Manuel Neuer, os zagueiros Mats Hummels, Jérôme Boateng, os meias Toni Kroos e Mesut Özil, o atacante Thomas Müller, entre outros. Apenas os zagueiros Matthias Ginter e Shkodran Mustafi, e o meia Julian Draxler, que estiveram no Brasil, fizeram a primeira de duas viagens para a Rússia.

Por outro lado, o grupo de 23 jogadores contou com o próprio Ginter, além do zagueiro Niklas Süle, e os meia Leon Goretzka e Julian Brandt, todos vice-campeões olímpicos em 2016, no Rio de Janeiro, derrotados pela seleção brasileira, nos pênaltis, na decisão.

Na Copa das Confederações, os alemães passaram pela Austrália, empataram com o Chile e batera Camarões na fase de grupos. Nas semis, atropelaram o México, vencendo por 4 a 1. Na final, reencontraram os campeões da Copa América, que haviam derrotado Portugal na fase anterior, e levaram a melhor por 1 a 0.

Nas Eliminatórias, com os principais jogadores, junto com a nova geração, que foi ganhando espaço, a Alemanha venceu os seis jogos que disputou no ano, fechando a campanha impecável, com dez vitórias na competição, garantindo vaga na Copa do Mundo.

No continente europeu, não faltaram favoritos carimbando passaporte para a Rússia, como França, Espanha, Inglaterra, Portugal, que conquistou a última Eurocopa. Sérvia, Polônia, Bélgica e Islândia também se classificaram de forma direta. Suíça, Croácia, Dinamarca e Suécia avançaram via repescagem.

Os suecos, que não contam mais com o atacante Zlatan Ibrahimovic, despacharam, ninguém menos, que a Itália, vencendo na ida, em casa, por 1 a 0, e empatando no estádio San Siro em 0 a 0. Os tetracampeões ficaram fora da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1958.

A Argentina ficou perto de assistir o torneio na Rússia pela televisão, já que, duas rodadas antes do fim das Eliminatórias sul-americanas, estava fora da zona de classificação. O empate com os peruanos em 0 a 0, em La Bombonera, e a vitória sobre os equatorianos por 3 a 1, em Quito, valeram a vaga.

Os vice-campeões da Copa América e da Copa do Mundo passaram por troca de comando neste ano, com Edgardo Bauza, ex-São Paulo, dando lugar a Jorge Sampaoli, depois de uma longa novela, para conseguir liberação do Sevilla, da Espanha.

Na América do Sul, além de Brasil e Argentina, Uruguai e Colômbia garantiram vaga direta no Mundial, em que a grande decepção acabou sendo o Chile, que terminou na sexta posição, após dois títulos consecutivos na Copa América.

A seleção peruana acabou indo à Copa graças a vitória na repescagem sobre a Nova Zelândia, retornando ao Mundial pela primeira vez desde 1982. Antes dos duelos com o representante da Oceania, a 'Blanqirroja' sofreu duro golpe, com o doping do atacante Paolo Guerrero, do Flamengo, suspenso por um ano pela Fifa.

Nas Eliminatórias da Concacaf, as classificações de México, Costa Rica e Panamá - esta última, de maneira heróica, com vitória de virada sobre os costa-riquenhos, na última rodada por 2 a 1 -, acabaram ofuscadas pela eliminação dos Estados Unidos, que terminou na quinta posição.

Quarta colocada, Honduras teve que encarar repescagem com a Austrália, que veio da competição qualificatória da Ásia. Após empate em 0 a 0, em San Pedro Sula, os 'Socceroos' ficaram com a vaga graças a vitória por 3 a 1, em Sydney.

Além dos australianos, também vão para a Rússia, através das Eliminatórias asiáticas, Irã, Coreia do Sul, Japão e Arábia Saudita. Já da África, os classificados foram Tunísia, Nigéria, Marrocos, Senegal e Egito.

No cenário internacional, o ano de 2017 pode ficar marcado como o último em que todas as seleções ficaram disponíveis para amistosos, já que, no próximo ano, a Uefa adotará a Liga das Nações, um torneio dividido em quatro divisões, que dará, inclusive, vaga para a Eurocopa de 2020.

A Fifa, inclusive, pressionada pelos filiados de outras confederações, que questionam o fato de ficarem sem inúmeros adversários de força do Velho Continente para amistosos, tenta elaborar proposta de torneio semelhante para os próximos anos.

Nas divisões de base, 2017 foi de domínio da Inglaterra, que mostrou potencial para os próximos anos, conquistando pela primeira vez o título dos Campeonatos Mundiais sub-20 e sub-17, respectivamente disputados na Coreia do Sul e Índia.

No último estágio antes das seleções principais, o 'English Team' garantiu a taça, após vencer na decisão a Venezuela por 1 a 0, com gol do atacante Dominic Calvert-Lewin, do Everton. Outro atacante, Dominic Solanke, que trocou Chelsea pelo Liverpool, no meio do ano, foi o Bola de Ouro do torneio.

O Brasil ficou fora da competição, pois, no início do ano, ficou apenas na quinta colocação do Campeonato Sul-Americano, disputado no Equador, que dava quatro vagas no Mundial. A seleção tinha jogadores como Felipe Vizeu, do Flamengo, Richarlison, então no Fluminense, hoje no Watford, Guilherme Arana, do Corinthians.

No sub-17, os ingleses se destacaram pelo futebol ofensivo e com muita habilidade. Nas semifinais, com três gols do atacante Rhian Brewster, do Liverpool, venceram o Brasil por 3 a 1. Já na decisão, bateram a Espanha por 5 a 2, em grande atuação do meia Phil Foden, do Manchester City, melhor jogador da competição.

Desfalcados de Vinícius Júnior, que foi contratado pelo Real Madrid, junto ao Flamengo - com obrigação de venda para julho de 2018 -, os brasileiros ficaram na terceira colocação, depois de baterem Mali na última partida por 2 a 0.

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