Esporte

Warriors reinam na NBA com Durant, e CBB vive crise dentro e fora de quadra

29/12/2017 21h16

Lucas de Vitta.

Redação Central, 29 dez (EFE).- Kevin Durant deixou o Oklahoma City Thunder em 2017 para conduzir, ao lado de Stephen Curry, o Golden State Warriors ao segundo título em três temporadas da NBA, marcando o que pode ser o início de uma possível nova dinastia na liga - se os adversários permitirem.

Com Durant decisivo e eleito como Jogador Mais Valioso (MVP) das finais, os Warriors bateram o Cleveland Cavaliers, de LeBron James, por 4 a 1 em uma revanche da decisão do último ano, vencida pelos Cavs. Foi, também, um alerta para as demais franquias da NBA, que começaram a se mexer no mercado logo depois de o apito final da temporada soar na Oracle Arena.

O domínio dos Warriors na final fez outros times repetirem a estratégia de sucesso do rival: buscar grandes nomes para bater de frente com Durant, Curry, Klay Thompson e Draymond Green. E quem surge como ameaça à possível dinastia de Golden State é exatamente o ex-time do MVP das últimas finais.

Aproveitando do "espaço" deixado pela saída do ex-ídolo na folha salarial, o Thunder tirou Paul George do Indiana Pacers e Carmelo Anthony do New York Knicks. Um jovem talento e um experiente veterano para formarem um trio de peso ao lado de Russell Westbrook, MVP da última temporada regular.

Em prévia do que pode acontecer nos próximos playoffs, os dois times se enfrentaram uma única vez depois das transferências. Vitória do Thunder por 108 a 91, em Oklahoma, com direito a muitas vaias da torcida local para Durant e diversas provocações de Westbrook contra o ex-companheiro de time.

Outros times, no entanto, representam igual ou maior ameaça aos Warriors. O Houston Rockets, por exemplo, do imparável James Harden, ganhou o reforço do armador Chris Paul e deve fechar o ano na liderança da Conferência Oeste.

Mas o "vai e vem" do mercado não se concentrou na Conferência Oeste. Depois de duas finais ao lado de LeBron, Kyrie Irving decidiu mudar de ares. Sentia-se como uma "sombra" do maior astro da NBA e quis ter uma franquia para comandar sozinho. O destino foi o Boston Celtics, que, em troca, enviou o Isaiah Thomas para Cleveland.

Por enquanto, a decisão se mostrou acertada. De modo surpreendente e mesmo com as lesões de jogadores importantes, como Gordon Hayward, outro reforço para a temporada, os Celtics estão perto de encerrar 2017 na ponta da Conferência Oeste, à frente de LeBron e seus novos companheiros.

Thomas, que ainda não estreou por causa de uma lesão, não foi o único reforço dos Cavs. Com um banco de reservas menos eficaz do que o dos Warriors na decisão perdida deste ano, a franquia recorreu ao mercado para corrigir o problema: chegaram o veterano Dwayne Wade e o armador Derrick Rose.

Um dos melhores jogadores de sua geração, Wade tem dado sua contribuição ao time, mas está longe de ter o mesmo fôlego de seu início na liga. Já Rose vive mais no departamento médico do que na quadra. MVP mais jovem da história da liga, em 2011, o jogador chegou a cogitar uma aposentadoria após nova lesão no fim de novembro, mas foi demovido da ideia.

O ano de 2017 na NBA também foi marcado pela chegada de um calouro quase tão midiático como LeBron James: Lonzo Ball. Draftado pelo Los Angeles Lakers, o armador teve um início irregular na liga, como era de se esperar de um novato, apesar das declarações de seu pai, o falastrão LaVar Ball, que diz que ele seria capaz de vencer Michael Jordan no "mano a mano".

A família Ball também se envolveu em polêmica fora das quadras. O irmão de Lonzo, LiAngelo, já uma estrela do basquete universitário americano na tradicional Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), foi preso por furto na China durante uma excursão da equipe.

O caso chegou até à mesa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que usou o Twitter para se vangloriar de ter conversado com o governo chinês para libertar LiAngelo e dois de seus companheiros de time. LaVar Ball rebateu e minimizou a participação de Trump na soltura do filho. Tão falastrão quanto o pai dos jogadores, o presidente não ficou quieto. "Deveria tê-los deixado na cadeia", respondeu.

O vexame é pequeno se comparado à situação vivida pelo basquete brasileiro em 2017. O ano começou com o Brasil suspenso pela Federação Internacional de Basquete (Fiba) de disputar competições internacionais por causa de dívidas da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), um problema resolvido em julho, depois da chegada de Guy Peixoto à presidência da entidade em março.

A crise institucional, no entanto, chegou até às quadras. Na Copa América feminina, a seleção brasileira perdeu a disputa da medalha de bronze para Porto Rico e não conseguiu se classificar para o Mundial de Basquete pela primeira vez desde 1959. Entre os homens, o Brasil foi eliminado na fase inicial do torneio, sequer ficou entre os sete primeiros colocados da classificação e está fora dos Jogos Pan-Americanos de 2019, algo que nunca tinha ocorrido na história.

A CBB então fez mudanças na equipe masculina. Saiu o técnico César Guidetti e entrou o croata Aleksandar Petrovic, ex-técnico da seleção de seu país e irmão mais velho do falecido Drazen Petrovic, uma lenda do basquete europeu que repetiu a fama na NBA.

Petrovic teve como primeiro desafio as duas primeiras partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo de Basquete de 2019. Sem poder contar com os jogadores que atuam na NBA e na Europa, o técnico croata apostou em Anderson Varejão, atualmente sem clube e em busca de espaço na liga americana.

O pivô, ex-Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors, deu conta do recado. E, junto com outros veteranos como Fulvio e Alex, comandou o Brasil nas vitórias sobre Chile e Venezuela.

O ano de 2017 também foi marcado pelo primeiro título do Fenerbahce na Euroliga. Na decisão, a equipe turca venceu os rivais do Olympiacos por 80 a 61 e ficou com a conquista inédita. O destaque da partida foi o pivô americano Ekpe Udoh, MVP das finais. EFE

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