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Campeã olímpica no Rio, ginasta Simone Biles acusa ex-médico de abuso sexual

15/01/2018 21h51

Redação Central, 15 jan (EFE).- A ginasta Simone Biles, que conquistou quatro medalhas de ouro e uma de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, denunciou nesta segunda-feira que sofreu abusos sexuais por parte de Larry Nassar, ex-médico da delegação dos Estados Unidos e que foi sentenciado a 60 anos de prisão por ter imagens de pornografia infantil em seu computador.

"Também sou uma das muitas sobreviventes que sofreram abusos sexuais de Larry Nassar", escreveu Biles no Twitter.

"Terei que retornar continuamente ao mesmo centro de treino onde sofri abusos", acrescentou.

A americana, de 20 anos, lembrou que é conhecida pelo público como uma menina feliz, risonha e cheia de energia".

"Mas, ultimamente, tenho me sentido quebrada, e quanto mais tentato apagar a voz na minha cabeça, mais forte ela grita. Não tenho mais medo de contar a minha história", ressaltou.

"Não é normal receber nenhum tipo de tratamento de um médico de confiança da equipe e se referir a ele horripilantemente como o tratamento 'especial", contou Biles.

A ginasta classificou a postura de Nassar como "completamente inaceitável, desagradável e abusiva".

"Durante muito tempo perguntei a mim mesma: 'Fui muito ingênua?' 'Foi minha culpa?' Agora sei a resposta para essas perguntas. Não. Não, não foi minha culpa. Não, não vou carregar a culpa de Larry Nassar, a USAG e outros", afirmou.

Três ex-ginastas americanas acusaram Nassar de abusos sexuais, entre elas Gabby Douglas, que ganhou ouro com Biles na prova por equipes no Rio 2016. As outras foram McKayla Maroney e Aly Raisman, que foi a primeira a denunciá-lo.

"É impossível reviver estas experiências e me parte o coração ainda mais pensar que, enquanto trabalho para o meu sonho de competir em Tóquio 2020, terei que voltar continuamente ao mesmo centro de treinamento onde abusaram de mim", disse.

A juíza federal Janet T. Neff impôs no dia 7 de dezembro a Larry Nassar a pena máxima de 60 anos de prisão pelas três acusações de pornografia infantil contra ele.

O próprio Nassar se declarou culpado, em julho, por obter e possuir materiais de pornografia infantil, e por tentar destruir a evidência.

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