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Mohamed Salah inspira jovens egípcios que sonham em brilhar no futebol

18/01/2018 10h04

Nigrig (Egito), 18 jan (EFE).- Nas ruas asfaltadas de Nigrig, o pobre povoado da cidade de Basioun onde nasceu o atacante Mohamed Salah, do Liverpool e da seleção do Egito, pequenos aspirantes a craque encaram animadas "peladas" como primeiro passo para repetir o ídolo e chegar a uma grande equipe do futebol mundial.

Descalços, usando chinelos como traves imaginárias no campo de terra do centro comunitário batizado com o nome do camisa 11 dos 'Reds', os meninos do povoado situado a 135 quilômetros do Cairo, capital do país, correm atrás da bola fingindo ser o craque local.

O nome e a imagem de Salah estão por todos os lugares de Nigrig, que mostra orgulho por ser o berço do atacante canhoto que passou pelo time egípcio Al Mokawloon e também vestiu as camisas de Basel, Chelsea, Fiorentina e Roma antes de desembarcar no Liverpool.

O jogador, além disso, foi o principal destaque do Egito na conquista de uma vaga na Copa do Mundo de 2018. A última aparição da seleção na competição aconteceu na edição de 1990, na Itália.

Coube a Salah marcar os dois gols que carimbaram o passaporte para a Rússia, na vitória sobre o Congo por 2 a 1, em Alexandria, pela penúltima rodada do grupo E das Eliminatórias africanas.

O desempenho em alto nível rendeu ao atacante o prêmio de melhor jogador africano em 2017.

Usando a camisa 11 do Liverpool, com o nome de Salah, o jovem Jairi Abdellatif, de 16 anos, disse que sente orgulho do compatriota e afirmou querer ser como ele no futuro.

"É difícil de acontecer, mas, com perseverança, é possível", contou o jovem, que participa de uma iniciativa da Pepsi de apoio ao desenvolvimento do futebol local, à Agência Efe.

Abdellatif, no entanto, lamentou a falta de estrutura para crianças e adolescentes que enxergam no esporte uma possibilidade de melhorar a vida no futuro.

"Aqui no povoado não há possibilidades financeiras e, para jogadores, não há clubes. Nem mesmo uniformes", disse o fã de Salah.

O destaque do Liverpool foi um dos que precisou superar adversidades para conseguir despontar. Aos 14 anos, assinou contrato com o Al Mokawloon, do Cairo, e, todos os dias, tinha que viajar mais de quatro horas para chegar à capital.

"Foi um período difícil, mas era jovem e queria ser jogador. Eu vinha do nada, era só um menino com um sonho. Não sabia o que aconteceria, só queria que desse certo", disse o camisa 11, recentemente, em entrevista ao canal de TV do Liverpool.

Mohamed al Arabi, amigo de infância de Salah e que ostenta uma foto do atacante em seu escritório, exaltou o legado deixado pelo atacante para os jovens da região.

"Ele é um sonho para cada garoto. Cada menino aqui quer ser como ele. Além disso, abriu portas para que olhem para os jovens daqui. Certamente, na Europa, há quem diga que há muitos como ele aqui. Vão vir buscar outros como Salah", argumentou.

O atacante, no entanto, não mexe apenas com o imaginário de jovens egípcios, mas também passou a atuar em prol da comunidade, ao criar uma fundação que divide dinheiro mensalmente para famílias de baixa renda e também fornecer recursos para a UTI do hospital local, conforme revelou o prefeito de Nigrig, Maher Shitie, à Efe.

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