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"O esporte sempre pode construir pontes", diz presidente do COI

20/01/2018 09h26

Genebra, 20 jan (EFE).- O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou que a reunião deste sábado em Lausanne na qual será determinada a participação dos atletas norte-coreanos nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang mostra como o esporte pode contribuir para o diálogo.

"Aqui estamos, falando sobre esporte e sobre os Jogos Olímpicos e isto mostra que o esporte pode sempre construir pontes e ser uma plataforma de diálogo", disse Bach à imprensa antes do início da reunião.

Neste encontro participam uma delegação da Coreia do Norte, uma da Coreia do Sul e uma do Comitê Organizador de PyeongChang 2018, além dos representantes do COI.

O que falta decidir é se nos Jogos Olímpicos de Inverno - que começarão no condado sul-coreano em 9 de fevereiro - participarão ou não atletas norte-coreanos e quantos e em quais esportes.

Além disso, no caso de participação dos atletas, resta saber se alguns deles estarão nos Jogos Paralímpicos.

Em seu discurso perante os convidados, Bach disse que o processo está sendo feito baseado "na crença de que os Jogos Olímpicos estão além das tensões políticas".

"No esporte todos somos iguais, sem levar em conta de onde viemos ou quem somos: Norte ou Sul, Leste ou Oeste, mulheres ou homens, rivais ou amigos", afirmou.

"A nossa reunião mostra que o esporte olímpico sempre constrói pontes. Nunca constrói muros", asseverou.

Em prévias reuniões mantidas por representantes dos dois países já ficou decidido que será formada uma seleção conjunta de hóquei feminino de gelo.

Além disso, pela primeira vez em 12 anos, as duas Coreias desfilarão juntas e sob uma mesma bandeira na abertura dos Jogos, algo que já ocorreu em outras três ocasiões.

Todo este processo começou quando o líder norte-coreano, Kim Jong-un, expressou em seu discurso do começo do ano o desejo de melhorar laços e enviar uma delegação a PyeongChang.

Depois, ocorreu uma histórica reunião mantida entre os dois países - que tecnicamente ainda estão em guerra -, na qual decidiram se aproximar graças ao evento esportivo.