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Chape perde outra e é 2º brasileiro a sair na fase preliminar da Libertadores

07/02/2018 23h51

Montevidéu, 7 fev (EFE).- A Chapecoense se tornou a segunda equipe brasileira a ser eliminada da Taça Libertadores antes da fase de grupos ao perder para o Nacional do Uruguai por 1 a 0 nesta quarta-feira no estádio Gran Parque Central, em Montevidéu, em jogo de volta pela segunda eliminatória preliminar.

O Verdão do Oeste, que na semana passada havia perdido pelo mesmo placar na Arena Condá, repete o que aconteceu com o Corinthians em 2011. Na ocasião, quando havia apenas uma etapa de mata-mata inicial, o Timão foi derrubado pelo Tolima, mesmo tendo no elenco comandado pelo técnico Tite jogadores como Roberto Carlos e Ronaldo.

Na próxima fase, o Nacional, que contou com um gol de Santiago Romero logo nos instantes iniciais, terá pela frente o Banfield, que nesta terça-feira eliminou o Independiente del Valle de maneira dramática. O representante argentino havia empatado em 1 a 1 em casa e buscou o 2 a 2 com um gol nos acréscimos do segundo tempo em Quito.

Quem se classificar entrará no grupo 6 da Libertadores, que já conta com dois campeões do torneio, Santos e Estudiantes, além do Real Garcilaso, do Peru.

A Chape abandonou o 4-4-2 da ida e voltou a jogar no 4-3-3, como no ano passado. Dessa forma, Arthur retomou a titularidade em lugar de Nadson. Além disso, houve uma troca de volantes, com Moisés Ribeiro na vaga de Lucas Mineiro.

No Nacional, o técnico Alexander Medina fez apenas uma alteração: suspenso por ter sido expulso em Santa Catarina, Espino fui substituído por González.

O público local estendeu uma faixa, em espanhol, que dizia: "Perdão, Chape, dois não nos representam". Foi uma forma de pedir desculpas pelo comportamento de alguns torcedores na Arena Condá, que fizeram gestos zombando da tragédia aérea que matou quase todo elenco do clube catarinense, além de dirigentes, profissionais de imprensa e convidados, em novembro de 2016, na Colômbia.

A equipe visitante esteve muito perto de abrir o placar logo aos três minutos de bola rolando. Guilherme levantou, Arthur desviou de cabeça e o goleiro Conde fez grande defesa. No rebote, Fabrício teve o chute bloqueado.

Dois minutos depois, porém, quem fez 1 a 0 foi o tricampeão continental. De Pena cruzou da esquerda, Fernández preparou e Romero, que já havia balançado a rede em Santa Catarina, emendou de primeira. A bola desviou em Douglas Silva e entrou no ângulo esquerdo.

A partir de então, o Tricolor passou a fazer o jogo que lhe convinha, diminuindo o ritmo com toque de bola e algumas faltas. Aos 18, Zunino levou da esquerda para o meio e bateu por cima do alvo.

Esbarrando em uma marcação forte, a Chape não conseguia fazer a infiltração e apelava para os lançamentos, quase sempre infrutíferos. O Nacional, por sua vez, só ia na boa, como aos 32, quando Márcio Araújo recuou mal, Fernández tentou por cobertura e errou por centímetros.

Pouco depois, aos 38, o time anfitrião teve tudo para ampliar. Jandrei afastou mal após o escanteio, e Viúdez arrematou na sobra, tirando do goleiro. Apodi apareceu como herói e afastou em cima da linha.

A equipe visitante enfim voltou a incomodar aos 41 minutos, em levantamento de Guilherme pela esquerda. Douglas Silva cabeceou para baixo e Conde salvou os donos da casa.

O campeão da Copa Sul-Americana esbarrava em seus próprios erros e por isso não reagia. Aos seis minutos do segundo tempo, Apodi tentou de longe e isolou. Dois minutos depois, em falta sofrida por Guilherme, Bruno Pacheco fez o chuveirinho e colocou onde só havia jogadores do representante uruguaio.

O nível do jogo foi caindo. O Nacional não dava bobeira na marcação, mas também não incomodava Jandrei. Aos 17, Oliva roubou de Arthur, acelerou e tentou de fora da área, mas errou a meta por muito.

O jovem Bruno Silva, de apenas de 17 anos, entrou em lugar de Moisés Ribeiro em uma tentativa de Gilson Kleina de incendiar o jogo. Aos 24, o meia-atacante limpou e tocou para Arthur, que girou e chutou por cima do travessão.

O Nacional poderia ter matado o confronto aos 29 minutos, mas também pecou na conclusão. Barcia, que havia entrado um pouco antes, preparou para Corujo, que bateu para fora.

O lance, entretanto, não fez falta. A Chapecoense era pouco criativa e só chegava à área adversária na base do abafa. A última grande investida aconteceu aos 43, em mais um passe de Bruno Silva para Arthur, que finalizou de qualquer jeito e encobriu a meta.



Ficha técnica:.

Nacional: Conde; Fucile, Corujo, Arismendi e Zunino; Oliva, Romero, González e De Pena; Viúdez (Barcía) e Fernández (Bergessio). Técnico: Alexander Medina. Técnico: Alexander Medina.

Chapecoense: Jandrei; Apodi, Douglas Silva, Fabrício Bruno e Bruno Pacheco; Amaral, Márcio Araújo (Alan Ruschel) e Moisés Ribeiro (Bruno Silva); Arthur, Guilherme e Wellingston Paulista (Nadson). Técnico: Gilson Kleina.

Árbitro: Mario Díaz de Vivar (Paraguai), auxiliado pelos compatriotas Eduardo Cardozo e Juan Zorrilla.

Cartões amarelos: De Pena, González e Barcía (Nacional); Arthur, Moisés Ribeiro e Amaral (Chapecoense).

Estádio: Gran Parque Central, em Montevidéu (Uruguai).

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