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Uefa vai revisar contratos de patrocínio do PSG com empresas do Qatar

Valery Hache/AFP
Nasser Al-Khelaifi é o presidente do PSG Imagem: Valery Hache/AFP

07/02/2018 11h09

O organismo de controle contábil de clubes da UEFA ordenou uma auditoria independente dos contratos que o Paris Saint-Germain possui com entidades do Qatar, dentro da investigação aberta para determinar se o clube cumpre com as regras do Fair Play Financeiro.

Segundo publica nesta quarta-feira (7) o jornal "L'Équipe", essa auditoria pode rebaixar esses contratos, o que obrigaria ao time francês a buscar uma quantidade superior aos 75 milhões de euros inicialmente requeridos para equilibrar suas contas.

Tudo isto é fruto da investigação aberta pela Instância de Controle Financeiro dos Clubes (ICFC) da UEFA depois que o PSG desembolsou 222 milhões de euros para contratar o brasileiro Neymar e outros 190 milhões de euros pelo francês Kylian Mbappé, cifras astronômicas que surpreenderam o mundo do futebol.

No ponto de mira desse organismo estão os contratos com o banco o Qatar Nationial Bank, o operador de telecomunicações Ooredoo, o canal de televisão "BeIn Sports", o organismo de promoção turística do Qatar (QTA) e a clínica esportiva "Aspetar".

Como os contratos com essas empresas superam em 30% os investimentos de patrocínio do clube, a ICFC aplicou o regulamento que a obriga para revisá-los, aponta o jornal.

Essa auditoria deverá determinar se esses contratos refletem o preço real de mercado e, caso contrário, corrigirá para baixo o impacto nos investimentos do clube.

Se isso ocorrer, o PSG verá aumentar o desequilíbrio contábil de suas contas, avaliado inicialmente em 75 milhões de euros.

Não é a primeira vez que a equipe da capital francesa viu a UEFA revisar seus contratos de patrocínio.

Em 2014, a entidade avaliou o contrato assinado com a QTA em 100 milhões de euros, a metade do declarado pelo clube.

Então, a UEFA impôs ao clube uma multa de 20 milhões de euros, além de limitar a 25 o número de jogadores que podiam disputar a Liga de Campeões, e de controlar suas transferências durante vários meses.

Preventivamente, sempre segundo o "L'Équipe", o PSG tinha inscrito em suas contas para esta temporada 100 milhões de euros de investimentos do QTA, apesar do contrato real ser de 175 milhões.

Por enquanto, o clube francês deve gerar investimentos de 75 milhões antes do final de temporada.

O PSG gerou até agora só 28 milhões de euros da transferência do brasileiro Lucas Moura ao Tottenham, o que o obrigará a vender mais jogadores no próximo mercado de contratações.

Além disso, o clube tem que melhorar os contratos de patrocínio que tem com outras empresas graças à maior notoriedade que adquiriu a equipe após as contratações de Neymar e Mbappé.

Segundo "L'Équipe", a equipe espera negociar para cima os 25 milhões pagos pela Nike, que também patrocina as duas contratações estrela desta temporada.

Igualmente acredita que aumentará os 25 milhões de euros que a companhia aérea Emirates pagar para ter sua marca estampada nas camisas do clube.

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