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"Centenário", Messi desequilibra e garante Barça nas quartas da Champions

14/03/2018 18h44

Barcelona (Espanha), 14 mar (EFE).- O Barcelona se garantiu nesta quarta-feira pela 11ª vez consecutiva nas quartas de final da Liga dos Campeões, ao vencer o Chelsea por 3 a 0, no estádio Camp Nou, em um jogo histórico para o craque argentino Lionel Messi, que chegou a 100 gols na competição.

Na partida de ida, as duas equipes empataram em 1 a 1, por isso a vaga ficou com os comandados pelo espanhol Ernesto Valverde. Assim, desde a temporada 2007/2008, o time catalão sempre fica entre os oito melhores, embora nas duas últimas edições tenha parado justamente aí, caindo diante Atlético de Madrid e Juventus, na ordem.

Hoje, o Barça foi cirúrgico, especialmente, no primeiro tempo, em que os visitantes atacaram mais do que em Stamford Bridge. Logo aos 3 minutos, Messi abriu o placar. Mais tarde, aos 20, o camisa 10 roubou a bola e serviu o atacante francês Ousmane Dembélé, que marcou o primeiro gol com a camisa 'blaugrana'.

Na etapa complementar, o Chelsea reclamou muito de pênalti do zagueiro espanhol Gérard Piqué no lateral-esquerdo e compatriota Marcos Alonso, aos 4 minutos. O técnico italiano Antonio Conte foi flagrado pelas câmeras da transmissão oficial desesperado contra a marcação do árbitro esloveno Damir Skomina.

Aos 18, Messi fez o terceiro do Barça, enterrando as esperanças de virada do adversário. O gol foi o 100º do astro na competição continental, em 123 partidas disputadas. O líder da artilharia história da 'Champions' é o português Cristiano Ronaldo, atualmente no Real Madrid, com 116 gols.

Com a vitória de hoje, o time catalão se junta aos compatriotas Real Madrid e Sevilla, deixando a Espanha com o maior número de representantes nas quartas de final. A Inglaterra terá Liverpool e Manchester City, a Itália conta com Juventus e Roma, enquanto a Alemanha coloca as fichas no Bayern de Munique.

Os confrontos da próxima etapa do torneio serão definidos nesta sexta-feira, em sorteio que acontecerá na sede da Uefa, na cidade suíça de Nyon. De acordo com o regulamento, não há qualquer restrição para a formação do chaveamento, com times do mesmo país podendo se enfrentar.

Nas escalações para a partida no Camp Nou, o principal destaque foi a presença do experiente meia espanhol Andrés Iniesta, no 11 inicial do Barcelona. O jogador se recuperou de problema muscular, deixando assim o volante Paulinho no banco. O jovem Ousmane Dembélé também ganhou posição, depois de superar seguidas lesões.

O Chelsea, por sua vez, foi escalado com apenas uma novidade com relação do jogo de ida, a presença do centroavante francês Olivier Giroud na vaga do atacante espanhol Pedro. O meia Willian começou jogando, e o outro brasileiro do time, o lateral-esquerdo Emerson, foi relacionado como reserva.

Mal a bola rolou, aos 3 minutos do primeiro tempo, o time da casa saiu na frente. Messi chamou Dembélé para tabela, Marcos Alonso tentou cortar e desviou a bola em direção a Suárez, que deu toque genial para o camisa 10 dominar perto da linha de fundo e bater sem ângulo, entre as pernas de Courtois para marcar.

A partir daí, até de forma surpreendente, a equipe londrina tomou conta do jogo. Aos 5, Willian cobrou falta perigosa, contou com leve desvio no meio da área e quase marcou. Pouco depois, aos 12, o brasileiro recebeu na direita e arriscou, batendo cruzado, de fora da área, parando na defesa de Ter Stegen.

Incansável, Messi, aos 20 minutos, roubou bola de Fàbregas quase na linha do meio de campo, disparou em alta velocidade e abriu bola na esquerda para Dembélé. O jovem francês ajeitou e soltou um foguete, balançando as redes pela primeira vez com a camisa do Barça.

O ataque do Barcelona seguiu impossível e, aos 27, Suárez ficou muito perto de fazer o terceiro. Após receber passe de calcanhar de Iniesta, o atacante uruguaio girou e bateu cruzado, parando em boa defesa do goleiro belga do Chelsea.

A equipe inglesa só levou perigo efetivo aos 36, como sempre, em grande jogada de Willian, que conduziu bem pela esquerda, rolou para trás e achou Marcos Alonso. O espanhol bateu firme, mas parou na defesa de Ter Stegen. No minuto seguinte, Kanté teve oportunidade, ficou de frente para o gol, mas bateu mal, para fora.

Sem se entregar, o Chelsea seguiu tentando reagir e colocar fogo no duelo. Aos 44, Giroud foi derrubado por Umtiti na entrada da área, permitindo que Marcos Alonso cobrasse falta com extrema categoria, acertando a trave esquerda defendida pelo goleiro do Barça.

O bom primeiro tempo foi sucedido por uma etapa complementar de início alucinante. Logo no primeiro minuto, Willian pegou a sobra e encheu o pé, mas acertou a zaga. No lance seguinte, Courtois saiu jogando errado, entregou para Suárez, que concluiu, mas parou na defesa do goleiro, que conseguiu se recuperar.

Aos 4, o Chelsea, em especial Antonio Conte, foi ao desespero, devido lance na área, em que Marcos Alonso caiu logo após contato com Piqué. O árbitro esloveno Damir Skomina, no entanto, descartou qualquer infração e ainda mostrou cartão amarelo a Giroud, por reclamação.

O lance desestabilizou os visitantes, que seguiram criando com Willian, quase sempre procurando o perigoso Marcos Alonso, que, aos 16, apareceu livre e encheu o pé. Piqué mostrou toda sua raça e saltou para bloquear a finalização.

Dois minutos depois, veio o tiro de misericórdia no Chelsea, em mais uma jogada em alta velocidade. Messi recebeu de Suárez no lado esquerdo da área, passou como quis por Moses e bateu cruzado, para colocar a bola entre as pernas de Courtois mais uma vez.

Com o adversário entregue, o Barça seguiu buscando o gol. Aos 33, o camisa 10 da equipe cobrou falta, acertou a barreira, mas a bola passou, parando na intervenção do goleiro belga do time inglês.

Courtois trabalhou bem de novo aos 39, quando Rakitic cobrou escanteio, e Paulinho - que havia substituído Iniesta no decorrer do segundo tempo - cabeceou bem, obrigando o camisa 13 a fazer intervenção ainda melhor.

No minuto final antes dos acréscimos, o Chelsea teve a última grande oportunidade de balançar as redes. Após cruzamento da direita, Rüdiger subiu mais do que a zaga 'blaugrana' e testou firme, acertando a trave direita de Ter Stegen.



Ficha técnica:.

Barcelona: Ter Stegen; Sergi Roberto, Piqué, Umtiti e Alba; Rakitic, Busquets (André Gomes), Dembélé (Vidal) e Iniesta (Paulinho); Messi e Suárez. Técnico: Ernesto Valverde.

Chelsea: Courtois; Azpilicueta, Christensen e Rüdiger; Moses (Zappacosta), Kanté, Fàbregas e Marcos Alonso; Willian, Hazard e Giroud (Morata). Técnico: Antonio Conte.

Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia), auxiliado pelos compatriotas Jure Praprotnik e Robert Vukan.

Gols: Messi (2) e Dembélé (Barcelona).

Cartões amarelos: Sergi Roberto (Barcelona); Willian, Giroud e Marcos Alonso (Chelsea).

Estádio: Camp Nou, em Barcelona (Espanha).

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