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"Não voltei à seleção italiana para passear", afirma Buffon

Max Rossi/Reuters
Buffon se emociona antes do jogo entre Itália e Suécia Imagem: Max Rossi/Reuters

Da EFE, em Manchester (Inglaterra)

22/03/2018 20h25

Manchester (Reino Unido), 22 mar (EFE).- De volta à seleção da Itália após o fracasso na repescagem das Eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2018, o veterano goleiro Gianluigi Buffon disse nesta quinta-feira que decidiu vestir novamente a camisa da 'Azzurra' porque acredita que pode "ser útil", e não "para passear".

"Meu papel em todas as equipes em que joguei foi sempre altruísta. Tentei ajudar todos, pensando sempre no 'nós', e não no 'eu', e renunciei a pequenos recordes pessoais", disse Buffon em entrevista coletiva em Manchester, onde a Itália enfrentará a Argentina em amistoso nesta sexta-feira.

"Não voltei para passear, mas porque acredito que posso ser útil. Vim com entusiasmo e esperança. Tenho 40 anos, continuo sendo o goleiro da Juventus, que não é uma equipe de quinta divisão", destacou o experiente jogador.

Buffon anunciou depois da eliminação para a Suécia na repescagem para o Mundial da Rússia - a Itália não estará na Copa do Mundo pela primeira vez em 60 anos - que não jogaria mais pela seleção italiana.

No entanto, após a saída do técnico Gianpiero Ventura e a chegada de Luigi di Biagio como interino, o goleiro desistiu da ideia e voltou a ser 'selecionável'.

"Há 25 anos visto a camisa da seleção. Ajudei a ganhar títulos, desde a seleção sub-15 até agora na profissional. A última coisa que quero é ser um problema", explicou.

Perguntado sobre a ausência de seu companheiro de equipe Paulo Dybala na convocação da Argentina, Buffon afirmou que a decepção de não estar na lista servirá como "motivação para melhorar".

"Sei como reagem os campeões diante das dificuldades e das situações difíceis. Ele é um verdadeiro campeão e não terá maior motivação para continuar melhorando e voltar", opinou.

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