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Técnico da Alemanha afirma que 7 a 1 sobre o Brasil não pode ser apagado

26/03/2018 14h17

Berlim, 26 mar (EFE).- O técnico da Alemanha, Joachim Löw, comentou nesta segunda-feira a possibilidade de alguns brasileiros considerarem o amistoso de amanhã entre as duas seleções como uma revanche pelo 7 a 1 na Copa do Mundo de 2014, mas ressaltou que o resultado está no passado e não pode ser apagado da história.

"O que aconteceu, aconteceu. Alguns brasileiros pensaram em revanche, mas isso é impossível. A semifinal já aconteceu, agora é outra partida. Não é possível apagar a semifinal", afirmou Löw.

O técnico da Alemanha reconheceu que a goleada histórica não tem o mesmo significado do que para o Brasil. O jogo para os alemães foi apenas mais um passo para o objetivo final: vencer o Mundial.

"No dia seguinte, não digo que já tínhamos virado a página, mas já começamos a nos concentrar para o próximo jogo. O importante era ter vencido, precisávamos começar a olhar para frente de imediato. Para nós, era só um passo para o nosso objetivo", explicou.

Löw ressaltou que o Brasil evoluiu muito desde a fatídica derrota até agora, especialmente no setor defensivo, um trabalho que, para ele, aumenta as possibilidades de título dos comandados de Tite.

"No futebol moderno, todos os jogadores têm que saber defender. Agora, todos defendem no Brasil. Que eles são perigosos no ataque, nós sabemos. Agora, até Neymar, que lamentavelmente não jogará amanhã, trabalha na recuperação de bola", disse o treinador.

Löw elogiou o trabalho de Tite no comando da seleção. "Se as coisas fossem como antes, o Brasil seria sempre campeão do mundo. Tite entendeu que não é assim. Nós também tivemos que mudar. Durante muito tempo, apostamos na vontade e na entrega física. Chegou o momento no qual entendemos que isso não era suficiente", afirmou.

O técnico da Alemanha anunciou que promoverá várias mudanças para o amistoso de amanhã contra o Brasil em relação à equipe empatou com a Espanha na última sexta-feira, por 1 a 1.

As ausências mais notáveis são a do goleiro Marc Ter Stegen, com problemas no joelho, do meia Mesut Özil e do atacante Thomas Müller. Os dois últimos já tinham combinado com o técnico que só jogariam um dos amistosos programados pela Alemanha.

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