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Cruzeiro e Vasco empatam no Mineirão e seguem sem vitória no grupo 5

04/04/2018 23h42

Belo Horizonte, 4 abr (EFE).- Cruzeiro e Vasco, derrotados na primeira rodada do grupo 5 da Taça Libertadores, empataram nesta quarta-feira em 0 a 0, no Mineirão, resultado que deixa a dupla brasileira três pontos distante de Racing e Universidad do Chile, primeiro e segundo colocados do grupo 5, respectivamente.

O jogo em Belo Horizonte alternou momentos de mau, principalmente na etapa inicial, e bom futebol, no segundo tempo, mas acabou marcado pela imagem forte da lesão no braço direito do atacante Paulinho, da equipe cruz-maltina. O promissor jogador sofreu luxação e teve que ser atendido em uma ambulância, ainda no estádio.

Com o empate, o Vasco encerrou uma série de oito vitórias seguidas do Cruzeiro no Mineirão. Curiosamente, a última vez que a Raposa não havia vencido no estádio em que manda suas partidas, foi em derrota para o Gigante da Colina por 1 a 0, na reta final do Campeonato Brasileiro.

Agora, as duas equipes estão com um ponto, com a equipe do Rio tendo ligeira vantagem, pelo saldo de gols negativo de um, pela derrota para a Universidad do Chile por 1 a 0. A Raposa, por sua vez, está na lanterna, já que caiu diante do Racing por 4 a 2.

No domingo, os dois adversários focarão na disputa das finais dos campeonatos estaduais. No Carioca, o Vasco está em vantagem, por ter vencido o Botafogo por 3 a 2. Já no Mineiro, o Cruzeiro terá que reverter o prejuízo de ter perdido para o Atlético por 3 a 1.

Na Libertadores, os dois times voltarão a campo no dia 19 de abril, ambos jogando fora de casa. O time mineiro visitará a Universidad do Chile, e enquanto a equipe carioca terá pela frente o Racing, em Avellaneda.

Para o primeiro duelo entre brasileiros nessa edição da Libertadores, o Cruzeiro teve como principal novidade o zagueiro Dedé, que, justamente contra o antigo time, voltou ao time titular, graças a problema físico com Murilo. Além disso, Thiago Neves e De Arrascaeta foram escalados mais adiantados.

No Vasco, a única mudança com relação ao time que derrotou o Botafogo, domingo, por 3 a 2, na ida da final do Campeonato Carioca, foi a entrada de Paulinho no lugar de Giovanni Augusto, que se lesionou. O lateral-esquerdo Henrique, mesmo recuperado de contusão, começou no banco, para Fabrício integrar o 11.

Quando a bola rolou, foram necessários apenas 12 segundos para a Cruzeiro assustar pela primeira vez, quando a zaga adversária saiu mal, Thiago Neves recuperou a bola e serviu De Arrascaeta, que tocou por cima de Martín Silva, mas exagerou na força e errou o alvo.

Aos 3, a Raposa assustou mais uma vez um acuado Vasco, para delírio da barulhenta torcida que compareceu em bom número ao Mineirão. Dessa vez, Thiago Neves se antecipou a Paulão e bateu com o p/é esquerdo, também por cima do gol cruz-maltino.

Com o decorrer da etapa inicial, o Cruzeiro reduziu o ímpeto, embora permanecesse por mais tempo no campo ofensivo. Os visitantes deram susto aos 24, quando Rafael Galhardo cobrou falta na área, Paulão subiu livre, frente a frente com Fábio, mas não conseguiu tocar na bola.

Aos 32, após cobrança de escanteio da esquerda, a bola sobrou no lado oposto para Dedé, que encheu o pé, mas a finalização foi bloqueada por Paulão. Cinco minutos depois, em contra-ataque veloz, Wagner cruzou para Wellington, que teria grande oportunidade para bater, mas Egídio foi rápido e conseguiu cortar.

O segundo tempo começou com os dois técnicos promovendo mudanças. Nos anfitriões, Sassá entrou no lugar de Rafinha. Já na equipe cruz-maltina, Evander substituiu Wagner. Logo 4 minutos, Mano Menezes, no entanto, precisou mexer de novo, pois Romero se lesionou ao cometer falta em Paulinho e deu lugar a Ezequiel.

As substituições alteraram pouco o panorama do duelo, que começou muito truncado, com Cruzeiro e Vasco apresentando muita dificuldade para criar jogadas a partir do campo adversário. A primeira boa ação ofensiva aconteceu apenas aos 12, quando Paulinho recebeu na entrada da área e chutou fraco, parando em defesa tranquila de Fábio.

O jovem atacante cruz-maltino apareceu muito bem aos 15, após boa trama ofensiva pelo lado esquerdo do ataque. O camisa 11 recebeu na entrada da área e, dessa vez, conseguiu colocar força, se aproveitou de desvio em Cabral e obrigou o goleiro cruzeirense a se esticar todo, para desviar para escanteio.

O time da casa conseguiu responder bem aos 20, quando Robinho recebeu na intermediária e arriscou com finalização venenosa, que Martín Silva defendeu. No rebote, Sassá bateu e também parou em boa ação do goleiro uruguaio, para depois a zaga afastar.

A temperatura mais baixa, definitivamente, ficou para trás. Aos 23, Riascos foi lançado nas costas da defesa e tentou surpreender Fábio, que saia do gol. A batida do colombiano, no entanto, foi em cima do camisa 1, que jogou ela linha de fundo.

De novo, a reação do Cruzeiro foi imediata, com chance criada logo no lance seguinte. Sassá foi lançado nas costas da zaga, ficou frente a frente com Martín Silva, mas acabou concluíndo em cima do goleiro uruguaio.

Aos 26, o Vasco acabou perdendo seu jogador mais perigoso, Paulinho, que ao saltar com Henrique para disputar bola no alto, sofreu grave lesão no braço direito. O jovem foi substituído por Ríos e recebeu primeiros atendimentos em uma ambulância, ainda no Mineirão.

O time carioca sentiu o golpe e, por pouco, não ficou atrás no placar aos 30, quando Thiago Neves bateu de fora da área, obrigou o goleiro adversário a fazer boa defesa. No rebote, Sassá tentou dominar, mas Martín Silva fez desarme preciso com as mãos.

A reta final foi de muitos erros de passes por parte dos dois times. Dedé, aos 38, deu bola no pé de Caio Monteiro - que havia substituído Riascos -, e quase permitiu que o atacante marcasse. Fábio estava atento e conseguiu ganhar na dividida com o adversário.

Na última chance de gol criada na partida, Ríos foi acionado na intermediária, arrancou e tentou surpreender o goleiro do Cruzeiro, com chute de longa distância, mas errou o alvo por muito.



Ficha técnica:.

Cruzeiro: Fábio; Romero (Ezequiel), Léo, Dedé e Egídio; Henrique, Cabral (Mancuello), Robinho, De Arrascaeta e Rafinha (Sassá); Thiago Neves. Técnico: Mano Menezes.

Vasco: Martín Silva, Rafael Galhardo, Paulão, Erazo e Fabrício; Desábato, Wellington, Yago Pikachu, Wagner (Evander) e Paulinho (Ríos); Riascos (Caio Monteiro). Técnico: Zé Ricardo.

Árbitro: Raphael Claus, auxiliado por Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse.

Cartão amarelo: Romero (Cruzeiro).

Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte.

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