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Ídolo mexicano, Hugo Sánchez diz não confiar no trabalho de Osorio

26/04/2018 18h27

Cidade do México, 26 abr (EFE).- Visto por muitos como maior jogador da história do México, o ex-atacante Hugo Sánchez falou nesta quinta-feira sobre a participação da seleção do país na Copa do Mundo deste ano, na Rússia, e declarou não ser fã do sistema de rodízio implementado pelo técnico Juan Carlos Osorio.

"Confio no talento e na qualidade dos jogadores, mas não confio na comissão técnica da seleção mexicana. Não há um estilo definido de jogo, podem ser ideias modernistas e inovadoras, mas que (Osorio) as faça com a seleção da Colômbia, não com a do México", criticou Sánchez.

O ex-atleta de 59 anos, que defendeu Atlético de Madrid e Real Madrid, entre outros, e dirigiu o México de 2006 a 2008, disse ser contra a contratação de treinadores estrangeiros.

"Não estive de acordo desde a chegada da comissão técnica, não gostaria de ver Juan Carlos Osorio nem sua equipe. É um cargo tão simbólico que nós mexicanos devemos defendê-lo porque temos treinadores para ocupá-lo", argumentou o ex-atacante, que citou Brasil, Argentina, Itália e Espanha como exemplos de países cujas seleções são comandadas apenas por técnicos locais.

Sánchez foi campeão do Clausura e do Apertura em 2004 à frente do Pumas, o que lhe credenciou a assumir a seleção mexicana depois da Copa do Mundo de 2006. Entretanto, o trabalho durou apenas dois anos.

"Não me protegeram como protegem os técnicos agora. Fui avaliado por uma seleção pré-olímpica, e me arrependo de ter assinado esse contrato por três seleções, a principal, a pan-americana e a pré-olímpica", recordou.

Artilheiro do Campeonato Espanhol quatro vezes, 'Hugol', como ficou conhecido, não trabalha como treinador desde 2012, quando passou pelo Pachuca, mas se candidatou a treinar o Real Madrid após a saída de Zinedine Zidane.

"O presidente Florentino Pérez sabe, estou na lista de espera. Tinha dito que, a princípio, encerraria minha carreira de técnico aos 65 anos, mas talvez possa fazer como Luis Aragonés (trabalhou até os 71) porque me sinto com a capacidade para dirigir algum time ou uma seleção, que pode ser a do México", disse.

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