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Fifa diz não ter encontrado provas suficientes de doping na seleção russa

Seleção russa durante a Copa das Confederações - Francois Xavier Moit/AFP
Seleção russa durante a Copa das Confederações Imagem: Francois Xavier Moit/AFP

22/05/2018 14h30

Madri, 22 mai (EFE).- A Fifa confirmou nesta terça-feira que não encontrou provas suficientes para afirmar que houve violação das normas antidoping por parte dos jogadores da seleção russa, anfitriã da Copa do Mundo, e decidiu encerrar a investigação a três meses do torneio.

"A Fifa comunicou à Agência Mundial Antidoping (Wada) as suas conclusões, e a entidade concordou com a decisão de encerrar estes casos", diz comunicado.

A federação internacional afirma, no entanto, que ainda mantém a averiguação nos casos de outros jogadores, que não estão convocados para disputar a Copa.

Durante a investigação, a Fifa examinou informações e provas do relatório McLaren, uma investigação de uma comissão independente da Wada divulgada em 2015, que apontou um sistema de dopagem institucionalizado na Rússia, envolvendo atletas, técnicos, responsáveis pelo controle de doping, dirigentes da federação do país, integrantes do governo russo e até membros da Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

O documento acusou a Rússia de doping em várias modalidades esportivas, incluindo o futebol, entre 2011 e 2015.

Com apoio de analistas científicos e jurídicos, a Fifa fez contato com o próprio Richard McLaren, professor canadense responsável pelo relatório, e realizou uma reanálise de todas as amostras armazenadas em laboratórios credenciados pela Wada, de todos os jogadores mencionados nos documentos e de jogadores de elite. O resultado foi negativo.

Também não houve resposta positiva na reanálise de substâncias proibidas feita em amostras coletadas pela Wada do Laboratório Antidoping de Moscou e armazenadas no Laboratório de Lausanne, na Suíça.

"Nenhuma das amostras analisadas apresentava indícios de manipulação, e a urina não apresentava níveis suspeitos de sódio", detalhou a entidade, que entrou em contato também com o ex-diretor do Laboratório Antidoping de Moscou, Grigory Rodchenkov, e examinou os dados do Sistema de Gestão de Informação do órgão.

Em sua investigação, a Fifa promoveu testes antidoping surpresa com vários jogadores da seleção russa, inclusive antes do amistoso contra o Brasil, em março. Dois dias antes da partida, houve visita ao centro de treinamento de Novogorsk, para serem recolhidas amostras de dez jogadores.

"Em cumprimento ao Regulamento Antidoping da Fifa e do Código Mundial Antidoping, a Fifa não pode revelar o nome das pessoas que foram investigadas", afirmou a entidade, que acrescentou ainda que "continuará trabalhando nestes casos em colaboração com a Wada" e divulgará mais dados em breve.