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Acuña e Battaglia foram os principais alvos em confronto no Sporting

23/05/2018 09h37

Lisboa, 23 mai (EFE).- Os argentinos Marcos Acuña e Rodrigo Battaglia foram dois dos principais alvos dos torcedores do Sporting, que invadiram o centro de treinamento do clube na semana passada, onde foram agredidos e receberam ameaças de morte.

Assim afirmaram em declaração perante os agentes da Guarda Nacional Republicana (GNR) 20 membros do Sporting (jogadores e pessoal técnico) momentos depois da agressão, de acordo com jornal luso "Expresso".

Nesses testemunhos, quatro jogadores afirmam que Battaglia e Acuña eram procurados pelos torcedores, que entraram à força no vestiário do centro de treinasmento, com os rostos cobertos.

"Perguntaram: 'onde estão Acuña e Battaglia?", lembrou o colombiano Freddy Montero, que recebeu uma bofetada entre insultos.

O atacante da Costa do Marfim Doumbia também sustentou que os agressores buscavam concretamente os dois argentinos, da mesma forma que o português Gelson, que assegurou que os radicais estavam "dirigidos para Acuña, Rui Patrício, William e Battaglia", versão ratificada por seu compatriota Podence.

Na declaração, o próprio Battaglia afirma que os indivíduos invadiram o vestiário perguntando por ele e que, ao encontrá-lo, seis pessoas se aproximaram, o "meaçaram de morte" e lhe insultaram antes de desferir "socos no rosto, ombro direito e no tronco".

Além disso, enquanto tentava se proteger, foi atingido nas costas "por um galão de 25 litros de água".

Já Acuña declarou que sobre ele caíram "cerca de cinco ou seis pessoas" que lhe deram "murros na cabeça e no corpo" e lhe ameaçaram dizendo que sabiam onde vivia e que deveria "ter cuidado".

Os fatos ocorridos em 15 de maio terminaram com 23 pessoas detidas, que permanecem em prisão preventiva.

A agressão, além disso, abriu uma profunda crise interna no clube, com várias demissões em vários departamentos.

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