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"Há quem acredite que uma negra não deveria dirigir a Fifa", afirma Samoura

26/05/2018 20h58

Londres, 26 mai (EFE).- A senegalesa Fatma Samoura, secretária-geral da Fifa, afirmou neste sábado em uma entrevista à emissora britânica "BBC" que muitas pessoas ainda acreditam que uma mulher negra não deveria dirigir a maior organização do futebol mundial.

"Cheguei em uma organização dominada por homens. Agora eles já se acostumaram comigo. Há muita gente que acredita que uma mulher negra não deveria liderar a administração da Fifa. É algo contra o qual estamos lutando todos os dias, e eu não quero nenhum racista perto de mim", disse.

Samoura, de 55 anos, substituiu Jérôme Valcke, em maio de 2016, como secretária-geral da entidade após o dirigente francês ter sido suspenso de todas as atividades relacionadas ao futebol durante 12 anos.

"Ninguém pergunta a um homem se ele é suficientemente competente para fazer bem o trabalho, partem do princípio de que ele pode fazê-lo. Para uma mulher chegar ao topo, ela tem que provar a cada dia que é a melhor candidata para essa posição", acrescentou.

A secretária-geral da Fifa é responsável por assegurar as condições de trabalho dos profissionais imigrantes nas sedes da Copa do Mundo do Catar, em 2022. Samoura comparou sua situação à questão das condições de trabalho no país, para mostrar que acredita em uma possível mudança.

"Não ouvimos nada negativo sobre as condições dos trabalhadores no Catar nos últimos seis meses. É um sinal de que o futebol pode mudar o comportamento cultural, mesmo na sociedade mais conservadora", concluiu.

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