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Sob desconfiança, Rússia e Arábia Saudita abrem Copa do Mundo em Moscou

13/06/2018 13h07

Moscou, 13 jun (EFE).- Rússia e Arábia Saudita abrirão nesta quinta-feira a Copa do Mundo, em duelo marcado para começar às 13h (de Brasília), no Estádio Luzhniki, em Moscou, envolvendo duas seleções cujos torcedores têm mais desconfiança do que qualquer outro sentimento.

O jogo é válido pelo grupo A da competição, que ainda conta com Egito e Uruguai. O duelo entre as equipes de Mohamed Salah e Luis Suárez acontecerá um dia depois a primeira partida do Mundial, no Estádio Central, em Ecaterimburgo.

Os russos chegam para a Copa em meio a uma sequência de sete jogos sem vitórias. A última vez que os comandados por Stanislav Cherchesov deixaram o gramado com resultado positivo foi em 7 de outubro do ano passado, em confronto com a Coreia do Sul, que terminou com placar de 4 a 2.

Desde então, os anfitriões do torneio perderam quatro vezes, para Argentina, Brasil, França e Áustria, e empataram com Irã, Espanha e Turquia, esse último jogo, disputado no dia 5 deste mês. O placar de 1 a 1 aumentou as críticas ao time e ao comando.

Os maus resultados da seleção, inclusive, fizeram celebridades da Rússia iniciarem uma campanha em defesa de Cherchesov, denominada "O Bigode da Esperança". Segundo enquete realizada recentemente pelo jornal local "Sport Express", dois terços dos votantes não acredita em classificação às oitavas de final.

Uma nova eliminação nos grupos manteria o retrospecto russo, que, dsede a desintegração da União Soviética, não conseguiu estar entre os 16 melhores. Em três participações, em 1994, 2002 e 2014, o 'Sbornaya', como é conhecido o time nacional, não conseguiu passar da primeira etapa.

Vale lembrar que o retrospecto recente da Rússia em competições oficiais é ruim. Em 2016, na Eurocopa, a equipe, comandada na época por Leonid Slutsky, foi lanterna de grupo com País de Gales, Inglaterra e Eslováquia, com apenas um ponto, conquistado em empate com o 'English Team', na estreia.

Um ano depois, na Copa das Confederações que sediou, em evento-teste para o Mundial, caiu na fase de grupos com apenas uma vitória, sobre a Nova Zelândia, também na primeira rodada. Depois disso, vieram derrotas para Portugal e México.

Para piorar, Cherchesov ainda perdeu o atacante Aleksandr Kokorin, um dos destaques do elenco, por lesão. De maneira surpreendente, o técnico ainda abriu mão do meia Denis Glushakov, que foi incluído na lista preliminar, mas ficou fora da final.

Com isso, as esperanças recaem sobre o meia Alan Dzagoev e o atacante Fedor Smolov. A dupla faz parte da espinha dorsal da seleção russa, que ainda conta com o goleiro Igor Akinfeev, o zagueiro Sergey Ignashevich e o polivalente Yuri Zhirkov.

Um dos prováveis titulares para o jogo desta quinta-feira é o lateral-direito Mário Fernandes, ex-São Caetano e Grêmio, que chegou a defender os pentacampeões mundiais em 2014, mas se naturalizou e defende a Rússia desde, justamente, o duelo com a Coreia do Sul, em outubro passado.

A Arábia Saudita, por sua vez, retorna ao torneio após 12 anos, já que a última participação foi na Alemanha, em 2006, quando se despediu na fase de grupos, repetindo o desempenho das duas edições anteriores. O melhor desempenho segue sendo de 1994, com classificação às oitavas de final.

Os Falcões Verdes desembarcaram na Rússia como incógnita, pois, mesmo os três jogadores que atuam na Europa, os meias Yahia Al Shehri (Leganés), Salem Al Dawsari (Villarreal) e o atacante Fahad Al Muwallad (Levante), são desconhecidos do grande público.

O comando caberá ao argentino naturalizado espanhol Juan Antonio Pizzi, que sucedeu o compatriota Edgardo Bauza, ex-São Paulo, em 28 de novembro do ano passado, pouco depois do término das Eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo.

Este é o quinto técnico da Arábia nos últimos quatro anos, em ciclo que também teve o espanhol Juan Ramón López Caro, o romeno Cosmin Olaroiu e o holandês Bert van Marwijk.

Os sauditas também chegam ao torneio em meio a jejum de vitórias, já que perderam os três últimos compromissos, para Itália, Peru e Alemanha. O último resultado positivo aconteceu em 15 de maio deste ano, em duelo com a Grécia, que terminou com placar de 2 a 0.



Prováveis escalações:.

Rússia: Akinfeev; Mário Fernandes, Ignashevich, Granat e Kudriashov; Zobnin, Samedov, Kuziyaev Golovin e Zhirkov; Smolov. Técnico: Stanislav Cherchesov.

Arábia Saudita: Al Muaiouf; Al Shahrani, Osama Hawsawi, Omar Hawsani e Al Harbi; Otayf, Al Shehri, Aljassam, Al Faraj e Al Dawsari; Al Muwallad. Técnico: Juan Antonio Pizzi.

Árbitro: Néstor Pitana (Argentina), Emerson de Carvalho (Brasil) e Juan Pablo Belatti (Argentina).

Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia). EFE.

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