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Cauteloso, técnico da Colômbia mira classificação às oitavas como 1º objetivo

18/06/2018 13h46

Saransk (Rússia), 18 jun (EFE).- O técnico José Pékerman negou nesta segunda-feira que seu objetivo à frente da seleção da Colômbia nesta Copa do Mundo seja chegar às quartas de final, como fez em 2014, no Brasil, quando conquistou a melhor participação da história da equipe em Mundiais, ao terminar em quinto lugar.

O argentino fez questão de frisar que o primeiro objetivo da seleção é conseguir passar da fase de grupos na Rússia.

"O objetivo a curto prazo é passar da fase de grupos, e isso não é nada fácil, começando pela partida contra o Japão. A equipe, há quatro anos, começou de uma forma e foi crescendo, chegou às quartas de final. Esta seleção tem que mostrar isso ainda. Respeitamos as equipes que jogam a Copa. Há muitos favoritos. Esperamos fazer igual ou melhor do que no Brasil (em 2014), mas a realidade é que temos que ver jogo a jogo", explicou.

O treinador reiterou o respeito ao Japão, adversário na estreia na Copa nesta terça-feira, e elogiou os jogadores japoneses, especialmente o meia Takashi Inui, que atua pelo Eibar, da Espanha.

"Do Japão, esperamos um adversário difícil. Nos afastamos da imagem da última Copa. A seleção japonesa tem uma base de jogadores de muita experiência, embora seja verdade que disputou poucas partidas com o novo técnico e testou dois ou três esquemas diferentes. Ele mesmo reconheceu que não tem um definido e que busca o entendimento dos jogadores para que se ajustem à equipe", afirmou.

"O Japão é um caso parecido com o nosso. Jogadores de talento, com atletas conhecidos rodeados por outros mais jovens. Como Inui, que teve uma temporada impressionante no Eibar, da Espanha", acrescentou.

Pékerman não confirmou James Rodríguez na estreia e disse que o jogador ainda precisará passar por uma nova revisão. Além disso, o técnico preferiu não confirmar a equipe que deve começar jogando.

"Sempre esperamos até o final porque há circunstâncias que podem mudar o esquema do time. As Copas são disputadas ao final da temporada, depois de muitas partidas. Alguns chegaram com dores que foram resolvidas pelo departamento médico e, pouco a pouco, pegaram ritmo. Essa era a ideia da concentração e todos tiveram alguma melhoria. Chegamos ao último dia com muitas possibilidades de estarmos completos, mas não descarto que na última hora precisemos de uma nova revisão", explicou.

O técnico argentino está há seis anos no comando da seleção colombiana e destaca a renovação da equipe como o diferencial para este Mundial.

"Ver a Colômbia outra vez em uma Copa me deixa feliz. A renovação na seleção foi importante, mas é básico para que possa continuar nos Mundiais e estar entre os melhores. Temos uma equipe muito mais jovem do que a que esteve no Brasil, em 2014, e, por isso, lidamos com a ansiedade dos que estão estreando, mas que poderão se apoiar nos mais experientes", afirmou.

"O objetivo prioritário era ter todos nas condições ideais. Temos variantes que podem contribuir de formas diferentes à equipe. O elenco ganhou muito neste aspecto", concluiu.

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