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Hazard: "Essa deve ser a minha Copa do Mundo"

20/06/2018 17h49

Moscou, 20 jun (EFE).- O atacante Eden Hazard afirmou nesta quarta-feira que tem nesta Copa do Mundo sua grande oportunidade de liderar a Bélgica a uma grande conquista, mas questionou a expectativa sobre o desempenho da seleção no torneio, que, segundo ele, é exagerada.

"Também tenho a sensação de que deveria ser a minha Copa do Mundo. Estou com 27 anos, jogando o meu segundo Mundial, tive uma grande temporada individualmente. Todos os elementos necessários para fazer um grande campeonato", afirmou.

Os jogadores ganharam folga nesta quarta, uma decisão da comissão técnica para controlar o desgaste, pensando na partida contra a Tunísia, no próximo sábado, pela segunda rodada do grupo G. Para o atacante do Chelsea, o tempo livre foi bom para a equipe, que se sente pressionada a conquistar um ótimo resultado na Rússia.

"Esperam muito de nós, mas já vimos que, com exceção da seleção da Rússia no primeiro jogo, quase todos os confrontos foram vencidos por um ou dois gols. Nós ganhamos de 3 a 0 na estreia. Não foi ruim. Todos esperam que joguemos um bom futebol, que tenhamos 80% da posse de bola, que finalizemos 50 vezes, que marquemos 40 gols. O mais importante é que a gente vença", disse.

No Brasil, em 2014, a Bélgica terminou a competição nas quartas de final, eliminada pela Argentina, frustrando a expectativa que havia sobre a elogiada geração de jogadores, que começou o torneio como candidata ao título, mas apresentou um futebol de pouca qualidade.

Na Eurocopa de 2016, a Bélgica também decepcionou nas quartas de final, com derrota para o País de Gales. Dois anos depois, a equipe do técnico Roberto Martínez chega mais uma vez a uma competição cercada por muita expectativa, que tem como base os números desde que o espanhol assumiu o comando: em 21 partidas, foram 15 vitórias, cinco empates e só uma derrota, em setembro de 2016, em um amistoso contra a Espanha, por 2 a 0.

Durante a coletiva desta quarta, Hazard também foi questionado sobre a declaração que deu na segunda-feira, após a partida contra o Panamá, quando disse que Romelu Lukaku, apesar dos gols marcados, se escondeu do jogo.

"Não foi um ataque contra ele. Se queremos chegar longe, precisamos dele. Sabemos que vai marcar gols, mas precisamos que ele participe mais do jogo para poder encontrá-lo. Falamos no intervalo e no segundo tempo ele se movimentou mais e marcou dois gols. Não digo que tenho razão, mas ele sabe que tem que tocar mais a bola", disse.

Contra a Tunísia, a Bélgica deve ter dois desfalques: Thomas Vermaelen e Vincent Kompany, que ainda se recuperam de lesões e só devem voltar à equipe na partida contra a Inglaterra, na terceira rodada da fase de grupos.

Kevin de Bruyne deve ser mantido no meio de campo, atrás de Hazard e Dries Mertens.

"O meu lugar está aí. Nos últimos anos tenho me fortalecido e venho ganhando mais experiência para dar conta da posição", afirmou o meia do Manchester City.

A Bélgica lidera o grupo G, com três pontos, e um saldo de gols maior que o da Inglaterra, que também tem três pontos e é a segunda colocada. A Tunísia, sem pontuar, é a terceira, seguida pelo Panamá, na lanterna.

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