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"Não sei que equipe pode se dar o luxo de poupar jogadores", diz Tabárez

24/06/2018 12h49

Samara (Rússia), 24 jun (EFE).- O técnico do Uruguai, Óscar Tabárez, afirmou que não fará muitas mudanças na escalação para a partida contra a Rússia pela terceira rodada da Copa do Mundo e, incomodado com as suposições a respeito do time que irá a campo, disse que não é comum poupar titulares no torneio.

"Não sei que equipe pode se dar o luxo de poupar jogadores. Não vou dar pistas. Temos um planejamento desde a partida anterior e não há nenhuma necessidade de nos apressarmos. Nem para divulgar a equipe nem para jogar com pressa. Nem nos preocupamos com o que é dito. Algum jornal falou de oito mudanças", comentou o treinador em entrevista coletiva.

Tabárez descartou comentar o impacto no esquema de jogo da ausência de José María Giménez, que compõe a dupla de zaga titular ao lado de Diego Godín e que não poderá jogar a próxima partida devido a um problema muscular na coxa direita.

"Os fatores de rendimento passam por coisas mais importantes que os esquemas de jogo. Passam, sobretudo, pela capacidade individual dos atletas e pela afinidade que há entre eles. O sistema de jogo vai além do 3-4-3, isso é um esquema de posição. É outra coisa que envolve mais aspectos", destacou.

O técnico admitiu que o Uruguai, apesar das duas vitórias, ainda não correspondeu às expectativas, mas se mostrou esperançoso em relação ao decorrer da competição.

"A partida contra a Rússia é uma prova para tentar melhorar. Estamos cientes que não correspondemos ao nível normal da equipe, mas estamos muito tranquilos porque já passamos por situações como estas. Na Copa América de 2011 ocorreu o mesmo. Não brilhamos na primeira etapa, com empates, e no final o Uruguai foi campeão. Não quero dizer que agora vai acontecer o mesmo", afirmou.

Tabárez lembrou, de qualquer forma, "Suárez e Cavani finalizaram nove vezes no primeiro jogo e oito no segundo, e isso porque se jogou mal".

Perguntado pela identificação da seleção uruguaia com os torcedores, o técnico lembrou a Copa do Mundo de 2010, quando o país terminou na quarta posição: "Aquilo criou uma relação especial com as pessoas", disse.

"O Uruguai é a seleção que vendeu mais ingressos de toda a América do Sul. Conta com os torcedores tradicionais, mas também com mulheres e crianças, e isso não é normal pela violência que há nos estádios. Mas as partidas da seleção são uma festa e o futebol é parte da identidade nacional", destacou.

Sobre a seleção da Rússia, que tem mostrado força como anfitriã com duas vitórias contundentes (5 a 0 sobre a Arábia Saudita e 3 a 1 sobre o Egito), Tabárez elogiou a evolução da equipe, que superou a desconfiança e as críticas que a acompanharam antes da Copa do Mundo.

"Rússia é uma equipe que cresceu. Como sempre acontece no futebol, aprendeu com as dificuldades, que foram muitas: a falta de competição como anfitriã, a quantidade de lesões graves que teve antes do Mundial e o pouco apoio de torcedores e da imprensa", disse o técnico, que elogiou o meia Aleksandr Golovin, de 22 anos: "É um talento pela idade que tem e pelas coisas que faz".

Já classificadas para as oitavas de final, Rússia e Uruguai se enfrentam na segunda-feira, às 11h (horário de Brasília), em Samara, para decidir a primeira posição do grupo A da Copa do Mundo.

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